Neymar quase ofusca a presença de Zema e Caiado em Florianópolis

A segunda-feira, 18, iniciou com a comoção pela convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026 e essa dúvida correu o dia até quase às 19 horas, quando Carlo Ancelotti confirmou o menino Ney no maior evento futebolístico do mundo.

Pouco menos de uma hora depois, os ex-governadores Romeo Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) palestraram juntos no Conexa 2026, em Florianópolis, com o tema “O Brasil que queremos”.

Mas antes da palestra, a chegada de ambos no Centro Sul também chamou a atenção, pois Caiado chega no evento ladeado pelo pré-candidato a governador do PSD, João Rodrigues, e também pelo ex-governador Jorge Bornhausen.

Em abril, Jorge chegou a anunciar que João não seria mais o candidato do partido porque exigiu a saída de Topázio Neto. João recebeu o apoio da executiva nacional e Jorge viu Topázio e seu filho, Paulinho Bornhausen, serem quase expulsos do PSD pelo apoio que dão ao governador Jorginho Mello.

Já Zema chegou com as principais lideranças do Novo, como o presidente nacional Eduardo Ribeiro, o presidente estadual Kahlil Zattar, o deputado federal Gilson Marques e o deputado estadual Matheus Cadorin.

As palestras foram protocolares, mas o momento mais esperado foi mesmo a entrevista coletiva de Ronaldo Caiado e principalmente de Romeo Zema.

O ex-governador de Goiás preferiu não se meter na polêmica das ligações de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Ele defendeu a união da direita e fez questão de mostrar que o maior inimigo da eleição de 2026 é realmente o PT e o presidente Lula (PT).

Mesmo querendo unir a direita contra a esquerda, Caiado rechaçou a polarização e entende que os candidatos devem “defender o Brasil”. Na verdade, ele se coloca como uma terceira via para “novamente colocar o Brasil no caminho do crescimento”.   

Diferente do que muitos pensavam, Zema não colocou panos quentes na crítica que fez a Flávio Bolsonaro (PL) e diz que continua com a mesma posição. O ex-governador de Minas Gerais confidenciou que chegou a receber na quinta-feira, 14, uma ligação de Flávio Bolsonaro, mas como estava dentro de um avião, não conseguiu atender.

Disse que retornou a ligação, mas Flávio não atendeu e deixou um recado que estava à disposição, mas que até aquele momento não falou mais com o pré-candidato do PL.

Quando perguntado se estava arrependido das suas declarações, Zema falou que o Novo se aliou ao PL nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Goiás e que foi dito a eles “que o pré-candidato à presidência do PL não havia tido nenhum contato, não havia tido nenhum tipo de relacionamento com o banqueiro bandido e nós fomos surpreendidos. E quando você é surpreendido dessa forma você fica indignado e essa foi a minha reação”.

“Eu moro há anos na mesma cidade do bandido banqueiro, que é Belo Horizonte, nunca tive uma reunião, nunca tive um compromisso com esse senhor, nem o tenho na minha agenda… eu acho que ele não me procurou porque ele sabe da minha postura”, disse Zema.

Ele afirmou que é o único pré-candidato a presidente que não tem o rabo preso com ninguém. “Inclusive, sou o único pré-candidato também que a vida toda foi pagador de impostos. A maioria foram recebedores de impostos”.

Romeo Zema mostra que não pretende desistir da candidatura e que só vai apoiar outro nome se não for para o segundo turno.

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