Quanto vai receber cada partido de Fundo Eleitoral na eleição de 2026?

No dia 30 de setembro de 2025 a Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional fixou o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como “fundão”, em R$ 4,9 bilhões. A nova lei foi sancionada pelo presidente Lula (PT) em dezembro do mesmo ano.

O Tribunal Superior Eleitoral já distribui a verba entre os 30 partidos registrados, que deve distribuir a quantia recebida com os seus candidatos. Esse dinheiro sai dos cofres da União e pagará marqueteiros, gráficas, deslocamentos e toda a estrutura de campanha das legendas.

As regras para a divisão do Fundo Eleitoral está descrita na lei 9.504/97, que determina que do valor total, 2% são repartidos igualmente entre todas as legendas e outros 35% vão para partidos que elegeram ao menos um deputado federal, proporcionalmente aos votos obtidos na última eleição para a Câmara.

Já a maior fatia, 48%, é dividida conforme o número de cadeiras na Câmara dos Deputados e os 15% restantes seguem a proporção de assentos no Senado.

Então, partido quem tem bancada grande acaba recebendo mais dinheiro, o que ajuda a manter a bancada grande e que garante mais dinheiro na eleição seguinte, mantendo um ciclo vicioso que se retroalimenta.

Os partidos que fazem parte de Federações acabam concentrando uma quantidade de dinheiro ainda maior. A federação União Progressista (PP e União Brasil) deve embolsar R$ 953,6 milhões, ultrapassando até o valor do PL.

Já a Federação Brasil Esperança (PT, PCdoB e PV) ficará com R$ 720,7 milhões. A Federação Psol Rede Sustentabilidade ficará com R$ 162,5 milhões e a união do Solidariedade e PRD vai receber um total de R$ 160,2 milhões.

Além do Fundo Eleitoral, os partidos contam com o Fundo Partidário, que está estimado em R$ 1,4 bilhão na LOA de 2026. A diferença é que o Fundo Eleitoral só existe em ano de eleição e serve exclusivamente para campanhas. Já o Fundo Partidário é pago mensalmente e banca a manutenção dos partidos.

Se somarmos os dois Fundos, os partidos terão acesso a mais de R$ 6,3 bilhões do dinheiro público em 2026.

A distribuição interna do Fundo Eleitoral dentro de cada partido é decidida pela Comissão Executiva Nacional da legenda. O TSE não interfere nos critérios, exceto para cobrar que ao menos 30% dos recursos vão para candidaturas femininas.

Cada cúpula de partido controla a distribuição da verba, o que faz com que os candidatos alinhados à direção tenha muito mais chance de receber verba do que os demais, o que também faz com que o presidente controle seus filiados.

PL – R$ 886,7 milhões (17,87%)

PT – R$ 619,7 milhões (12,49%)

União Brasil – R$ 536,4 milhões (10,81%)

PSD – R$ 420,8 milhões

PP – R$ 417,1 milhões

MDB – R$ 404,4 milhões

Republicanos – R$ 343,7 milhões

Podemos – R$ 236,5 milhões

PDT – R$ 173,8 milhões

PSDB – R$ 147,8 milhões

PSB – R$ 147,5 milhões

PSOL – R$ 126,7 milhões

Solidariedade – R$ 88,4 milhões

Avante – R$ 72,4 milhões

PRD – R$ 71,7 milhões

Cidadania – R$ 60,1 milhões

PC do B – R$ 55,8 milhões

PV – R$ 45,1 milhões

Novo – R$ 37 milhões

Rede Sustentabilidade – R$ 35,7 milhões

Os menores partidos: Agir, DC, PCB, PCO, PSTU, UP, recebem apenas a cota igualitária de 2%, o que dá pouco mais de R$ 3,3 milhões cada.

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