Mário Hildebrandt (PL) assumiu como prefeito de Blumenau no dia 5 de abril de 2018 depois que Napoleão Bernardes (PSD) deixou o cargo para concorrer como vice do MDB ao Governo do Estado.
Deste dia até 31 de dezembro de 2024, ele viu o Ministério Público abrir 11 Operações de Investigação contra a sua administração.
Nestes seis anos, foram deflagradas as Operações Soldo Inflado, Agricultor Fantasma, Carga Oca, Limpeza Geral, Elysium, Publicis, Operação na Secretaria de Comunicação, Happy Nation, Ponto Final, Sentinela e Arbóreo.
As três últimas estouraram em maio deste ano e entre os citados apenas nestas estão 7 ex-secretários municipais que eram pessoas da extrema confiança do ex-prefeito Mário Hildebrandt.
Nestas 11 operações, são investigados, entre outros supostos crimes, o pagamento de horas extras e sobreavisos indevidos para suposto desvio de parte do valor para uso na eleição de 2020; possível compra de areia com valor superfaturado; suposto pagamento superfaturado de limpeza de terrenos públicos; suspeitas de propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de equipamentos e profissionais da Prefeitura na campanha eleitoral de 2020; e favorecimento de empresas em obras do município, com suposto pagamento de propina, onde um vereador chagou a ser preso.
Segundo o Ministério Público, depois do ataque a creche Bom Pastor, em abril de 2023, onde morreram 4 crianças, membros da administração teriam se aproveitado do fato para fazer a contratação emergencial de vigilância armada e desarmada para escolas municipais, num contrato com valor que ultrapassava os R$ 9 milhões.
Em duas outras Operações, as investigações indicam que há indícios de direcionamento de licitações, compartilhamento antecipado de informações sigilosas sobre propostas concorrentes, além de possíveis pagamentos de propina e uso de empresas para a lavagem do dinheiro.
Diante de tantas informações conseguidas pela Polícia Civil nas mais diversas Operações, os adversários do ex-prefeito, em sua maioria do próprio PL, afirmam que não tinha como tudo isso acontecer dentro da Prefeitura de Blumenau sem que o prefeito não soubesse de nada, muito por conta de seus principais secretários serem citados em conversas obtidas pelo Gaeco em aparelhos apreendidos.
As investigações ainda estão em curso e Mário Hildebrandt não é, segundo o próprio Ministério Público, um dos investigados, mas nos bastidores da política local corre a informação de que muita coisa pode mudar e muitas novidades surgirão nesse caminho.
Fato é que Blumenau está mergulhado numa poça de lama, onde muitos sujaram os pés e agora tentam esconder os sapatos para não serem descobertos.





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