Até o começo do mês de maio o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, vinha subindo nas pesquisas e se tornava a candidatura mais viável para desbancar Lula (PT) na eleição deste ano.
Só que começaram a surgir as mensagens dele para Daniel Vorcaro, do Banco Master, sobre a liberação de dinheiro para o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A partir daí, começou a desconfiança e até informações que parte da verba liberada pelo banqueiro serviu para que Eduardo Bolsonaro comprasse uma casa nos Estados Unidos, onde mora atualmente.
Pois bem, se atingiu a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, essas informações também podem atrapalhar as pretensões de Carlos Bolsonaro, que é pré-candidato a senador aqui em Santa Catarina, e até do vereador Jair Renan, que é pré-candidato a deputado federal.
Mas o pior cenário ficou mesmo para Carlos, que além de ter que ouvir que não conhece nada por aqui, tem fortes adversários que vão usar essas informações para enfraquecê-lo.
Nesta semana em Brasília, o governador Jorginho Mello (PL) e o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (Podemos), aproveitaram a marcha dos prefeitos para a capital federal para reunir chefes do executivo municipal catarinense para pedir voto para o candidato carioca.
A estratégia do governador de Santa Catarina é fazer com que os votos de Caroline de Toni (PL) também sejam dados para Carlos Bolsonaro.
Topázio também disse que vai trabalhar com afinco para eleger os dois candidatos ao Senado do PL, mas mesmo com toda essa mobilização, tá difícil convencer o eleitor catarinense que Carlos será um bom representante do nosso Estado também por conta do desempenho do senador Jorge Seif (PL), que também é carioca e teve a chancela de Jair Bolsonaro.
Outro ponto que tem colocado Carlos Bolsonaro em dificuldade é que ele não parece empolgado em incluir eventos de lideranças municipais na sua agenda.
É evidente que ele precisa de GPS para chegar nos municípios de Santa Catarina e que está disputando espaços com Esperidião Amin (PP), que além de já ser senador e ter muita gente que não larga da sua mão nas cidades, leva vantagem por já ter sido governador e por ser catarinense.
Carlos tá remando contra uma forte maré que só será ultrapassada com a ajuda de membros do PL. Jorginho Mello, Carol de Toni e muitos deputados federais e estaduais terão que pegar o ex-vereador do Rio de Janeiro pela mão e garantir para o catarinense que ele pode ser diferente de Seif e melhor que Amin.
Será um trabalho árduo, mas os Liberais terão quatro meses para mudar as perspectivas dos candidatos da família Bolsonaro e colocá-los no jogo sem a desconfiança de não serem daqui.





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