Será que a conversa do passado foi um prenuncio do que pode acontecer em 2026?

No dia 16 de maio de 2022, quando Esperidião Amin (PP) e Antídio Lunelli (MDB) eram pré-candidatos a governador dos seus partidos, eles se encontraram na casa do senador, no bairro Bom Abrigo, para conversarem sobre a eleição daquele ano.

Mesmo ainda nutrindo uma rivalidade histórica entre o MDB e o Progressistas, eles até ventilaram a possibilidade de disputarem a eleição de 2022 juntos.

Desde os tempos em que Lunelli era prefeito de Jaraguá do Sul, eles sempre tiveram uma boa relação a ponte de Amin convidar o empresário para se filar no PP.

O que chama a atenção é que naquele ano os dois tiveram dificuldade de bancar as suas candidaturas.

No caso de Lunelli, a executiva do MDB da época queria ser vice na reeleição do ex-governador Carlos Moisés (Republicanos) e acabou perdendo as prévias.

Já Amin até conseguiu ser candidato a governador, mas com poucos apoios. Ele queria que Jorginho Mello aceitasse ser seu vice, mas Jorginho foi sozinho e acabou vencendo.

Mas agora, em 2026, eles podem ser parceiros de chapa, pois Esperidião Amin vai buscar a sua reeleição para o Senado e uma ala do MDB quer ver Antídio como o segundo nome ao Senado da coligação de João Rodrigues.

Mas o fato mais curioso é que MDB e PP, enfim, estão do mesmo lado e na mesma coligação, algo que até a morte do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, era quase impossível disso acontecer.

Mas o mundo dá voltas, a política se recicla, os políticos mudam de opinião e o destino prega peças quando dois partidos importantes de Santa Catarina se veem na mesma situação de perda de força e espaço.

Então, para estancar a sangria, nada melhor do que se unir para evitar o pior, como já acontece em importantes cidades do Estado, como em Blumenau, Criciúma e até Florianópolis.

Nestas três, o MDB já chegou a ser o maior, mas hoje tem muitas dificuldades de eleger até vereador. Já o PP, ainda tem alguns nomes nestas cidades, mas já viu outras siglas mais novas passaram a frente sem pedir licença.

A prova de fogo para os dois passa pela eleição deste ano e MDB e PP não podem mais viverem do passado sob pena de minguarem e se transformarem apenas em um pedaço da história da política de Santa Catarina.

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