Quinta-feira começou com o fim da escala 6 X 1 e terminou com EUA colocando PCC e CV como grupos terroristas

A quinta-feira no Brasil foi muito movimentada e já de manhã a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos o fim da escala 6 X 1, fazendo com que a jornada semanal de trabalho passe de 44 para 40 horas semanais distribuídas em cinco dias da semana e os outros dois serão de folga.

Agora o texto seguirá para a aprovação do Senado para depois ser sancionado pelo presidente da República.

Segundo o texto da PEC 221/19, que foi aprovado com 472 votos favoráveis e 22 contrários no primeiro turno e 461 votos favoráveis e 19 contrários no segundo turno, a nova regra não permitirá a redução de salários.

A jornada de 40 horas semanais só será efetivada daqui há um ano, pois dentro desse período, haverá uma transição. Os dois dias de descanso semanal já valerão imediatamente, mas só depois de dois meses da promulgação da lei é que o empregado poderá trabalhar 42 horas semanais. Então, só depois de 14 meses da promulgação da lei é que serão efetivados as 40 horas semanais.

Depois da aprovação do fim da escala 6 X 1, o catarinense quis saber como cada deputado federal aqui do Estado votou. Nas duas votações, o deputado Valdir Cobalchini (MDB) e Geovânia de Sá (Republicanos) não estavam presentes no plenário e o deputado Zé Trovão (PL) só votou favorável no 1º turno, se ausentando no 2º turno.

No primeiro e segundo turno, votaram favoráveis os deputados Ismael dos Santos (PL), Jorge Goetten (Republicanos), Ana Paula Lima (PT) e Pedro Uczai (PT).

Foram contrários os deputados Carlos Chiodini (MDB), Rafael Pezenti (MDB), Fábio Schiochet (UB), Gilson Marques (Novo), Caroline de Toni (PL), Daniel Freitas (PL), Daniela Reinehr (PL), Júlia Zanatta (PL) e Ricardo Guidi (PL).

Muitos estudos estão sendo divulgados, mas ninguém sabe ao certo o quanto essa diminuição no número de horas trabalhadas realmente vai impactar na economia e principalmente nos preços dos produtos.

No Brasil temos alguns cenários distintos, onde há o trabalho formal e o informal e há também as micro e pequenas empresas e as grandes empresas.

A maioria dos economistas dizem que cada um sentirá essa mudança de um jeito e que só saberemos realmente o impacto da nova escala daqui há um ano.

Então, tudo que se ouvir agora, principalmente as informações vindas das bolhas, será mera especulação. Fato é que o Governo Federal e principalmente o presidente Lula (PT), que busca a reeleição, vai usar isso como um trunfo na eleição.

Mas todos sabemos que esse não é e nunca foi o maior problema do país, pois o eleitor brasileiro tem na corrupção e na segurança pública o seu grande calcanhar de Aquiles.

E por falar em segurança pública, o governo dos Estados Unidos passa a considerar, a partir de 5 de junho, o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O anúncio foi feito um dia depois de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) esteve na Casa Branca e se reuniu com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Obviamente que o governo norte-americano não decidiu isso agora, pois através das embaixadas no Brasil, já vem monitorando a situação dessas facções há mais de dois anos.

Em março deste ano, Rubio já tinha comunicado o Governo do Brasil que pretendia fazer isso, mas o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, tentou convencer os americanos para que não fosse feito.

Neste caso, quem vai querer usar isso como um trunfo é o presidenciável Flávio Bolsonaro. Flávio tem percorrido o mesmo caminho feito pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, antes da sua eleição.

Mas essa ação de Trump se junta ao acordo feito com o Governo Lula sobre as taxas impostas pelo governo norte-americano. Naquela ocasião, Lula liberou as terras raras para os EUA explorarem em troca da diminuição de algumas taxas e a retirada da Lei Magnitsky sobre ministros do Supremo Tribunal Federal.

Enfim, o presidente dos Estados Unidos usa as nossas fraquezas, como a corrupção, para pressionar os políticos tupiniquins, sejam eles da esquerda ou da direita, pois o que todos querem mesmo é se manterem no poder.

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