Antes mesmo de qualquer oficialização de candidaturas da eleição de 2026, o partido Missão, o pré-candidato a governador da legenda, Marcelo Brigadeiro, e os pré-candidatos a deputado federal Felipe Barcellos Monte Raso e Andiara Rafaela Ferreira Nogueira assinaram uma ação que pede que o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE/SC) investigue uma possível campanha eleitoral antecipada do governador Jorginho Melo (PL).
A ação foi protocolada na última quarta-feira, 27, e o grupo quer que o TRE/SC multe o governado do Estado em R$ 25 mil, conforme previsto na Lei das Eleições.
É que no dia 21 de maio deste ano a Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe) e a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) organizaram, em Criciúma, um evento para apresentar informações do Programa “Universidade Gratuita”, criado pelo Governo do Estado.
Falando para mais de 4 mil alunos, Jorginho Mello afirmou que a Universidade Gratuita era “o maior ganho da minha vida política”.
Ao encerrar o discurso, disse para os alunos “aproveitem essa oportunidade que eu, modestamente, tive a oportunidade de poder proporcionar para vocês”.
Segundo o Missão, as falas da reitora em exercício da Unesc, Professora Gisele Silveira Coelho Lopes, também atribuíram o Programa Universidade Gratuita como um “sonho” de Jorginho Mello.
Em outro trecho da ação, o Missão descreve que ela afirmou que políticas públicas “não nascem do acaso” e acrescentou ser necessário “reverenciar a tua coragem e determinação em prol da transformação do Estado de Santa Catarina por meio da educação”.
A professora Gisele Silvera Coelho Lopes substitui a reitora Luciane Ceretta, que se licenciou do cargo para assumir a Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina.
VÍDEO DE BRIGADEIRO

Num vídeo postado na sua rede social, Marcelo Brigadeiro afirmou que a reitora em exercício da Unesc enviou um e-mail para todos os estudantes da universidade “falando que a presença dos estudantes era obrigatória. Além disso, ainda fretou ônibus pra levar esse pessoal pra lá pra deixar a casa cheia e fazer graça pro governador”.
Na denúncia, o Missão aponta que estudantes bolsistas foram convocados ao evento com justificativa de faltas, transporte gratuito e orientação para que professores não aplicassem provas no dia. No convite, há o alerta: “Sua presença é obrigatória”. Segundo o documento, a medida comprometeu a rotina universitária e caracterizou uso político do ambiente acadêmico.
A ação do partido também diz que isso é “autopromoção” e que há associação indevida de um programa estadual à imagem pessoal do governador.
Num outro treco do vídeo, Brigadeiro fala também que “veja que o Jorginho imita o PT em tudo. Na mentira, nos eventos onde o pessoal tem presença obrigatória, na propaganda eleitoral antecipada. Deve tá com saudades dos tempos em que ele era fechadinho com a Dilma e com o Lula”.
Veja o vídeo de Marcelo Brigadeiro (Missão):





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