O ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato a governador do PSD, João Rodrigues; o deputado federal Carlos Chiodini e o senador Esperidião Amin estão percorrendo cidades do Vale do Itajaí para, segundo eles, identificarem as principais prioridades dessa região.
Na quinta-feira, 4, a comitiva passou por Blumenau, Pomerode, Timbó e a noite participaram de um grande evento na cidade de Indaial com a participação de políticos e lideranças locais.
Mas o que realmente causou maior repercussão foi a fala de João Rodrigues na entrevista que deu para a Rádio Menina FM, em Blumenau.

Lá, ele disse que “nós temos o maior escândalo do Estado da última década, que é o cão Orelha. Foi repercussão mundial”.
Segundo João Rodrigues, no início de 2026 a Polícia Civil fez uma investigação, conclui o inquérito, e determina o enquadramento de um jovem. No último mês de maio o Ministério Público pediu uma nova investigação e determinou o arquivamento do caso.
Em janeiro, quando a Polícia Civil já tinha terminado o inquérito, o governador Jorginho Mello (PL) declarou que as provas apresentadas sobre a morte do cão Orelha, que aconteceu na Praia Brava, em Florianópolis, “embrulharam o estômago” e exigiu rigor nas apurações envolvendo os quatro suspeitos.
CPI DO ORELHA
No dia 13 de maio o deputado estadual Mário Motta (PSD), com o apoio dos também deputados estaduais Júlio Garcia (PSD) e Napoleão Bernardes (PSD), protocolou o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para o caso.
Mário quer a CPI porque o MPSC arquivou o inquérito com base nas perícias e disse que o animal já apresentava uma doença terminal e “morreu de causas naturais, sem evidências de envolvimento direto de suspeitos”.
Os deputados entendem que há inconsistências percebidas ao longo do processo, como a identificação inicial de um adolescente apontado como suspeito pela Polícia Civil, declarações públicas do delegado-geral e do governador sobre acesso a provas, e a necessidade de maior transparência em relação às câmeras de segurança, laudos periciais e depoimentos colhidos.
ADESÃO DOS DEPUTADOS
Para a instalação da CPI, são necessárias 15 assinaturas de deputados estaduais e Motta já tinha conseguido 13 assinaturas, mas um dos deputados retirou o seu apoio e hoje há 12 deputados estaduais que querem a abertura da CPI.
Mas num vídeo postado na sua rede social, o ex-prefeito João Rodrigues (PSD) disse que “os deputados do PL não assinam a CPI por quê? O que vocês querem esconder? O que que o governador Jorginho disse que viu, que embrulha o estômago, e agora ele não quer que investigue? Estão protegendo algum bandido ou cometeram um erro grave que não tem como consertar”.
João, na entrevista da Rádio Menina FM de Blumenau, sugeriu que os eleitores da cidade cobrem a assinatura dos deputados do PL da região “sob pena de não votar mais nele”.
Veja o vídeo de João Rodrigues (PSD):





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