Antídio Lunelli muda de lado e vai com o MDB, Amin e com João Rodrigues

A política sempre dá sinais antes de uma decisão e foi isso que aconteceu com o deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) quando ele, em tom de brincadeira, posou para uma foto com os seus amigos de bancada portando um cartaz “Senador Coragem”.

Ele sai do grupo que apoia a reeleição de Jorginho Mello (PL), que tem hoje os emedebistas Jerry Comper (MDB), Fernando Krelling, Cleiton Fossá, Valdir Cobalchini e a senadora Ivete Appel da Silveira, e se junto ao CNPJ do MDB junto com Carlos Chiodini e os demais deputados estaduais do partido.

A decisão de Antídio Lunelli de não mais ir buscar a sua reeleição para a Alesc e aceitar ser candidato a senador aconteceu ontem à noite numa extensa conversa com Carlos Chiodini e lideranças do PSD, PP e União Brasil.

A justificativa dada por Lunelli é que, mesmo sendo um bolsonarista de carteirinha, não concorda que Santa Catarina corra novamente o risco de ter um senador que não seja catarinense e que não conheça as nossas demandas, deixando claro que a fala é direta para Carlos Bolsonaro.

Mas tem outra intenção nesse jogo político, pois antes o grupo de João Rodrigues só iria lançar Esperidião Amin (PP) ao Senado, mas viu-se que como há duas vagas para este cargo na eleição, poderia-se perder esse voto para Carol de Toni ou até mesmo para Carlos Bolsonaro.

E como o MDB está engajado na reeleição de Amin, é matemático que os emedebistas, com Lunelli no jogo, vão dar o segundo voto para ele e aí o Massa Bruta entra nessa disputa com reais chances de vencer.

O anúncio oficial da pré-candidatura de Antídio Lunelli ao Senado vai acontecer no próximo sábado, em Jaraguá do Sul.

Enfim, o jogo está sendo jogado e quem conseguir pescar esse Lambari sai mais forte para a eleição de 2026. Fato é que Jorginho Mello, que antes tinha a faca e o queijo na mão com o MDB do seu lado, entrega mais um jogador para o adversário e agora o jogo começa a emparelhar também na disputa para o Senado.

João Rodrigues passa a ter dois nomes do norte do Estado na sua chapa e pode então anular a força que Adriano Silva (Novo) tinha levado para a reeleição do governador.

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