Mário Hildebrandt (PL) assumiu o cargo de prefeito de Blumenau no dia 5 de abril de 2018 e deixou a Prefeitura no dia 31 de dezembro de 2024.
Foram 6 anos e 9 meses de uma administração com 11 Operações Policiais que ainda investigam inúmeros problemas nas secretarias de Obras, Comunicação, Educação, SMTT, Samae e em muitos outros departamentos por onde passaram os homens de confiança de Mário.
Apesar de tudo isso que aconteceu na Prefeitura de Blumenau, Hildebrandt ainda teve força política para eleger Egídio Ferrari (PL) e reeleger Maria Regina Soar (Republicanos) para mais 4 anos do mesmo grupo administrando a cidade.
Egídio assume como prefeito em 1º de janeiro de 2025 e desde então já se passaram 526 dias que está dentro da Prefeitura de Blumenau tentando enxugar gelo. Ele não soube lidar com a Câmara de Vereadores, manteve no seu governo gente que estava com Mário Hildebrandt, algumas secretarias não funcionam e a administração está aquém do que se esperava.
Por ser delegado, esperava-se também que ele fosse investigar todos os contratos suspeitos que já se sabia lá trás, quando Mário ainda era prefeito, que tinham “problemas”.
Mas precisou que o Gaeco deflagrasse as Operações Arbóreo, Sentinela e Ponto Final para que a atual administração, enfim, tomasse alguma providência com os contratos vigentes.
Na última segunda-feira, 8, Egídio Ferrari anunciou que rompeu o contrato que a Prefeitura tinha com a empresa Orcali, que é uma das investigadas.
Segundo o prefeito, “a decisão ocorre após a abertura de uma revisão interna dos contratos que estão sendo investigados pelo Gaeco e tem como objetivo garantir transparência e a continuidade dos serviços prestados à comunidade escolar”.
A Orcali tinha um contrato de R$ 75 milhões para fazer os serviços de zeladoria e limpeza, limpeza e lavação, além da vigilância armada nas escolas e centros de educação infantil.
Tá tudo tão confuso na administração da cidade que o único vereador que foi no dia do anúncio foi o Professor Gilson de Souza (UB), que é um vereador de oposição.
Nem mesmo o ex e o atual líder desse governo, vereadores Flávio Linhares (PL) e Alexandre Matias (PSDB), apareceram no Salão Nobre.
Aliás, Alexandre Matias foi o secretário de Educação de Mário Hildebrandt e continuou na administração de Egídio, mas acabou exonerado por problemas no contrato dos uniformes escolares e em obras malfeitas em escolas municipais.
Mas agora parece que tudo foi esquecido e ele foi colocado como líder do governo na Câmara Municipal, entrando para a lista de mais uma contradição do atual prefeito que foi eleito para “Proteger e Servir”.
Enfim, como já escrevi, Egídio Ferrari não tem responsabilidade do que aconteceu na gestão de Mário, mas jamais vai poder dizer que não sabia de nada quando entrou na Prefeitura.
Era só ele ir no google e pesquisar sobre todas as Operações que aconteceram naqueles anos e tudo o que uma pequena parte da imprensa publicou sobre esses famigerados contratos que agora estão sendo revelados pela Polícia e pela Justiça.





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