ACIF abre o debate eleitoral de 2026 com números da intenção de voto do catarinense

Na manhã desta quinta-feira, 11, a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) recebeu o fundador da Futura, referência nacional em pesquisas eleitorais, José Orrico.

O encontro, realizado em parceria com a Apex, reuniu lideranças do setor produtivo para analisar os dados mais recentes de intenção de voto e avaliação de Governo no Estado.

A pesquisa foi feita com 800 entrevistados em 148 cidades do Estado entre os dias 1 e 3 de junho através de entrevista telefônica assistida por computador. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos e com nível de confiança de 95%. O número do registro dessa pesquisa é o BR-08398/2026 (TSE) e SC-01761/2026 (TRE).

A apresentação trouxe recortes específicos que diferenciam Santa Catarina do restante do país. Um dos pontos centrais foi a rejeição ao presidente Lula, que se mantém significativamente maior no estado do que na média nacional.

Segundo a pesquisa, 68% desaprovam o presidente Lula (PT), 28,9% aprovam e 3,1% não sabem ou não responderam. Em três simulações para o 2º turno, o presidente Lula (PT) perderia com mais de 20% de diferença para Flávio Bolsonaro (PL), Romeo Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

Já o governador Jorginho Mello (PL) tem uma aprovação de 77,7%; 17,8% desaprovam e 4,5% não sabem ou não quiseram responder.

Já sobre a eleição para presidente no 1º turno, Flávio Bolsonaro (PL) foi escolhido por 52,3% dos entrevistados, seguido por Lula (PT) com 23,3% e Romeo Zema (Novo) com 4,4%. Os demais ficaram abaixo dos 3% da intenção de voto.

Na corrida estadual, Jorginho Mello aparece com 52,7%, seguido por João Rodrigues (PSD), com 22,7% e Gelson Merísio (PSB) com 4,3%. Os demais receberam menos de 3% da intenção de voto.

Na avaliação para as duas vagas ao Senado, o senador Esperidião Amin (PP) aparece em primeiro em todas as situações. Ele foi o mais escolhido no cenário geral, para o primeiro voto e também para o segundo voto.

Amin foi indicado por 48,6% dos entrevistados, seguido por Carlos Bolsonaro (PL) com 37,3%; Caroline de Toni (PL) com 34,1%; Décio Lima (PT) com 18,8%; Dário Berger (PSDB) com 11,7%; Antídio Lunelli (MDB) com 5,6%; Afrânio Boppré (Psol) com 2,85 e Jeferson Rocha (PRD) com 1,8%. Não sabe, indeciso ou não responderam somou 21,5% e ninguém, branco e nulo somou 17,8%.  

A pesquisa mostrou que as forças se dividem de forma clara pelas regiões do estado. no Vale do Itajaí e Região Serrana há forte inclinação à direita e apoio a Carlos Bolsonaro (PL) no primeiro voto. Já o Oeste apresenta consolidação forte de Caroline de Toni (PL) e Esperidião Amin (PP). A Capital do Estado e a sua região metropolitana têm liderança consolidada de Esperidião Amin (PP).

Embora o cenário nacional e local ainda esteja muito fragmentado pelo embate entre o PT e a direita/centro-direita, José Orrico trouxe um dado sintomático: 38% dos eleitores afirmam estar cansados da polarização.

O analista defende que os núcleos duros e mais barulhentos de ambos os lados não passam de 30% da população quando somados, deixando a maioria focada em problemas práticos do dia a dia, como economia, emprego e educação.

Para ele, um candidato viável de terceira via, posicionado na centro-direita, teria totais condições de vencer a disputa. Segundo Orrico, o eleitorado busca uma alternativa equilibrada, e o surgimento de um nome com forte engajamento digital ou perfil de outsider pode crescer de forma meteórica, alterando drasticamente o rumo da campanha.

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