O Salmo 94:11 diz que “o senhor conhece o pensamento do homem, e sabe como são frágeis”.
Então, na manhã desta quinta-feira, 11, aconteceu na Câmara de Vereadores de Blumenau uma audiência para discutir a segurança nas escolas depois que o Ministério Público de Santa Catarina mandou a Prefeitura de Blumenau encerrar o contrato com a empresa Orcali, que está sendo investigada na Operação Sentinela.
Mas este problema não começou nesta semana, mas sim lá no dia 5 de abril de 2023, quando um grupo muito próximo do ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL) viu na tragédia uma boa oportunidade de faturar.
Ao invés de pensar na segurança, pensaram em como fariam para colocar uma empresa amiga vencendo a licitação. A empresa amiga venceu e supostamente pagou pela vitória.
O dinheiro supostamente passou não só pelas bombas de postos de gasolina, mas também foi colocado dentro de um frigobar.
Por ironia, o MPSC diz que o dono do posto era o encarregado de esquentar o dinheiro. Ele que já foi diretor financeiro da PMD, será mesmo que era o único dono desses postos de combustíveis?
Mas diante de tantos tentáculos que talvez ainda estejam abraçados na Prefeitura de Blumenau, temos que admitir que não é só o ex-prefeito Mário que usa a bíblia para aliviar o sofrimento causado por tanta gente que se serve do dinheiro público.
Tem muita gente que andava de mãos dada com a administração anterior, mas que hoje aparecem como os paladinos da moralidade querendo resolver o que não tem mais solução.
Na audiência de quinta-feira, o vereador Gilson de Souza (UB) disse que o prefeito Egídio não convidou nenhum vereador para o anúncio do encerramento do contrato com a Orcali. Disse também que o prefeito pediu ajuda para resolver o problema, mas não condeno o prefeito, pois ele sabe que muitos querem que a festa continue.
Mas aí temos que lembrar que vereadores que faziam oposição ao governo Mário, como o próprio Gilson, o vereador Diego Nasato (Novo), ex-vereador Tuca (Novo) e ex-vereador Alemão (PSD), sempre avisaram que muita coisa ruim estava acontecendo no terceiro andar.
Já outros, que sempre tiveram “benefícios” no executivo, largaram a mão do ex-prefeito e agora clamam para que Deus ilumine os caminhos das crianças que não terão mais segurança nas escolas.
Mas tenho uma boa sugestão para tentar resolver o problema da falta de dinheiro na Prefeitura de Blumenau.
Alguns vereadores poderiam ir ao gabinete de Egídio Ferrari para dizer para ele usar a tecnologia em cargos administrativos para otimizar esses trabalhos, demitir os cabos eleitorais indicados por eles, e use esse dinheiro para contratar uma nova empresa para fazer a guarda armada nas escolas?
Mas não, isso demoraria muito tempo para fazer e daria muito trabalho. Temos que pensar como vamos resolver esse problema agora e a Prefeitura que se vire para pagar a conta, ou seja, o contribuinte que se vire para juntar mais dinheiro para manter o pão nosso de cada dia.





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