As anomalias da política de Santa Catarina pelos interesses pessoais

A política em Santa Catarina já teve os seus rebeldes que contrariaram seus partidos e seguiram um caminho diferente, mas sempre decidiram trocar de sigla para não ficarem com a imagem de traidores.

Mas a coisa vem mudando e agora criamos o político que prioriza seus anseios e coloca em segundo plano as diretrizes partidárias. Temos também o partido que prefere desprezar o seu candidato a presidente para priorizar o candidato a governador do outro partido.

Essa foi a postura do deputado estadual Fernando Krelling, que num evento no fim de semana fez juras de amor para o governador Jorginho Mello (PL) e preferiu desprezar o candidato a vice do próprio MDB, Carlos Chiodini, que vão com o pré-candidato João Rodrigues (PSD).

Tudo porque Krelling foi quem indicou o presidente da Fesporte, Jeferson Ramos Batista, e quer manter o espaço conquistado no Governo do Estado.

O também deputado estadual Jerry Comper (MDB) também vai apoiar o governador Jorginho Mello, pois se Jorginho se reeleger, ele pretende voltar para a Secretaria de Infraestrutura.

Os dois deputados emedebistas são seguidos pelo deputado federal Valdir Cobalchini, pelos suplentes de deputado estadual Emerson Stein e Cleiton Fossá e pela senadora Ivete Appel da Silveira.

Krelling pretende ficar com um pé em cada canos. Para fortalecer a sua reeleição, ele vai apoiar Antídio Lunelli (MDB) e Esperidião Amin (PP) para o Senado e vai manter a parceria com o pré-candidato a deputado federal Rodrigo Coelho (MDB), mas para o governo do Estado vai mesmo ficar com Jorginho.

Mas a última anomalia política veio do Partido Novo de Santa Catarina, que desconvidou o seu pré-candidato a presidente, o ex-governador Romeo Zema, porque ele criticou o pré-candidato a presidente do PL, Flávio Bolsonaro, que é em Santa Catarina o seu principal parceiro.

Zema tem feito reiteradas críticas a Flávio pelo envolvimento dele com o banqueiro Daniel Vorcaro. Ele disse que “quem anda com bandido merece ser visto com cautela”. De presente, ganhou um desconvite para o Encontro Estadual do Novo catarinense que vai acontecer no dia 4 de julho na cidade de Joinville.

Tudo porque o ex-prefeito Adriano Silva (Novo) é o pré-candidato a vice na chapa de reeleição do governador Jorginho Mello e o Novo não quer correr o risco de criar um constrangimento político para os seus interesses internos.

Depois dessas críticas de Zema, o deputado federal Eduardo Bolsonaro pediu que o PL dos Estados rompa as alianças feitas com o Novo. Eduardo falou que “por mim, rompia geral com o partido Novo”.

O Novo de Santa Catarina chegou a emitir um comunicardo interno explicando o desconvite. Na nota, o Novo fala que, se Zema não mudar drasticamente a sua equipe de comunicação, eles podem se posicionar contra a pré-candidatura do ex-governador de Minas Gerais nas prévias.

O ex-prefeito Adriano Silva não compareceu a todos os eventos na última visita de Zema em Santa Catarina e a partir de agora Zema não deverá mais passar por aqui, pelo menos não com a anuência do partido Novo estadual.

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