Protocolado mais um pedido de CPI na Câmara de Blumenau

O Partido Liberal não é para amadores, pelo menos o de Blumenau, que há tempos não se entende e é dividido em alas que se digladiam.

Depois das três Operações do Gaeco que aconteceram em maio na Prefeitura Municipal, o deputado estadual Ivan Naatz (PL) quer que a Câmara de Vereadores faça uma CPI para investigar o contrato de fornecomento de merenda escolar que o município tinha com a Risotolândia.

Na segunda-feira, 15, Naatz protocolou na Câmara um requerimento de Notícia de Fato pedindo que o legislativo instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar e apurar as responsabilidades dos supostos desvios desse contrato feito na gestão de Mário Hildebrandt (PL).

Segundo Naatz, as investigações feitas pelo Gaeco revelaram um esquema milionário de fraudes e cobrança de propina na merenda escolar, com o desvio de mais de R$ 3,6 milhões em propina entre os anos de 2022 e 2024.

Outro ponto colocado pelo deputado foi a tentativa de renovação do contrato às pressas quando faltavam cinco dias para encerrar o mandato do ex-prefeito Mário Hildebrandt.

Ivan Naatz acrescenta ainda no documento que o contrato foi assinado de forma emergencial pelo ex-prefeito, pelo ex-secretário de Educação, vereador Alexandre Matias (PSDB), que inclusive hoje é o líder do governo de Egídio Ferrari, e pelos representantes da empresa Risotolandia sem o conhecimento da equipe de transição de governo da época.

Ele comenta que a tentativa de renovação desse contrato só não foi adiante porque a Procuradoria do Munícipio barrou via processo judicial, que apurou a não necessidade da assinatura de forma emergencial e ainda apontou eventual prejuízo à municipalidade de aproximadamente R$ 59,9 milhões. 

“É de conhecimento público e notório que agentes do município agiram de forma inescrupulosa com o erário público, onde ficou evidente a vontade de fraudar, o que exige a urgente fiscalização da Câmara de Blumenau, que deve cumprir sua missão constitucional e instalar a CPI para apurar responsabilidades e trazer esclarecimentos aos moradores da cidade”, conclui o deputado Ivan Naatz.

É fato que a administração do ex-prefeito Mário Hildebrandt foi, no mínimo, desastrosa e que muitos de seus secretários, principalmente os que eram mais ligados ao prefeito, se aproveitaram de situações simbólicas, como o ataque da creche Bom Pastor, para sacramentar contratos públicos de forma “estranha”.

Mas é fato também que o prefeito Egídio Ferrari e também o deputado estadual Ivan Naatz querem atingir o ex-prefeito Mário muito por conta da eleição deste ano.

É de conhecimento de todos na cidade que João Paulo Kleinubing também não morre de amores por Mário e tem o interesse em eleger o pré-candidato a deputado estadual Jean Kuhlmann, que mesmo sendo do Republicanos, faz parte do seu grupo político.

Ivan Naatz segue na mesma linha, pois Mário é pré-candidato a deputado estadual e concorre com ele a mesma faixa de voto na região.

Então, jogar Mário na cova dos leões seria bom para todos, menos para o ex-prefeito, que se não se eleger, pode ser cancelado até pelo governador Jorginho Mello (PL), que levou Mário para o PL e tinha muita confiança de que ele seria um ótimo candidato para ficar com uma cadeira na Alesc.

Mário Hildebrandt deu brecha para o azar e agora terá que lutar para não sofrer a pior consequência que é de ficar pelo caminho e apenas ser lembrado como um prefeito que não viu que corruptos tomaram de assalto a sua gestão.   

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