Filiados do partido Novo de Santa Catarina querem que Kahlil Zattar recue sobre o veto a Zema

Tentando preservar a aliança com o PL de Santa Catarina, a executiva estadual do partido Novo vetou a presença do ex-governador de Minas Gerais, Romeo Zema, no encontro estadual que vai acontecer no dia 4 de julho na cidade de Joinville.

Mas o tiro saiu pela culatra, pois filiados do Novo se rebelaram e exigem que o presidente estadual do Novo, Kahlil Zattar, mantenha o convite a Zema sob pena de pedirem a sua destituição do cargo.

Pelo menos essa é a posição de algumas lideranças partidárias, que disseram também que essa é uma situação muito delicada.

“Foi uma facada nas costas de muita gente. Nenhum pré-candidato foi consultado. Foi visto como um ataque público contra a nossa principal liderança. Muita gente está desistindo do evento e alguns estão pedindo sua destituição. Não sei por quanto tempo ele consegue se sustentar no cargo. Dirigentes e filiados de vários estados estão reagindo em defesa de Zema”, afirmou uma liderança ouvida pelo jornalista Robson Bonin.

Diante da enorme repercussão, que bateu muito forte no Novo de Minas Gerais, Kahlil Zattar foi obrigado a convocar na terça-feira, 16, uma reunião de emergência.

O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, sempre se colocou contra a administração do governador Jorginho Mello (PL), mas depois que o seu partido firmou a aliança com os liberais, ele não fez mais nenhum comentário.

Mesmo com essa trapalhada, o diretório nacional não pretende interferir, pois os próprios filiados de Santa Catarina já estão organizando um movimento contra Zattar caso ele não reveja a sua atitude.

Vários grupos de whatsapp já foram criados por membros do Novo para coordenarem as ações de apoio a Romeo Zema.

Membros do partido entendem que o presidente estadual, junto com o ex-prefeito Adriano Silva, ficaram com receio de o Novo ser “cancelado” pela ala bolsonarista do PL depois que Zema criticou o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

Eduardo Bolsonaro pediu que o PL dos Estados rompa as alianças feitas com o Novo. Ele chegou a dizer que “por mim, rompia geral com o partido Novo”.

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