A administração do ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL) deixou de herança 11 Operações Policiais. O Gaeco e o Ministério Público investigam possíveis irregularidades em várias secretarias.
A Operações Soldo Inflado surge na eleição municipal de 2020 dentro do Samae, onde houve suposto desvio dos pagamentos de horas extras e sobreavisos para financiar a campanha de um candidato a vereador do Podemos, na época o mesmo partido do prefeito.
Já a Operação Agricultor Fantasma investigou fraudes e superfaturamento em compras destinadas à merenda escolar municipal, onde supostamente ocorreram desvios de recursos federais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) destinados à compra de produtos da agricultura familiar durante a pandemia.
A Operação Carga Oca apurou um suposto esquema de fraude no fornecimento de macadame à antiga Seurb (Secretaria de Serviços Urbanos) de Blumenau, envolvendo contratos firmados entre 2022 e 2024. A Polícia Civil identificou o pagamento de 59 entregas de um caminhão que se encontrava em outras cidades de Santa Catarina nas mesmas datas colocadas nas notas fiscais pagas. As chamadas “viagens fantasma” teriam servido para justificar pagamentos por serviços que nunca aconteceram.
Já a Operação Limpeza Geral foi deflagrada em setembro de 2023 para investigar fraudes em licitações e superfaturamento de contratos de roçada e limpeza de áreas externas do Samae. A investigação apontou um esquema que gerou um lucro ilícito estimado em R$ 100 mil por mês.
Em 2024 tivemos a Operação Elysium, que investigou um esquema de fraude em licitações, corrupção e superfaturamento de contratos públicos nas prefeituras de Blumenau e Indaial. O foco principal era contratos de prestação de serviços de manutenção de áreas verdes e arborização urbana.
A Operação Publicis apurou o atentado contra a residência do ex-secretário de Obras e Gestão Governamental Michael Maiochi. Descobriu-se que o ex-presidente do Samae, Michael Schneider (Mica), teria arquitetado o ataque porque Maiochi teria frustrado planos de corrupção do ex-presidente do Samae. Segundo a Polícia Civil, Mica teria dito “se eu não ganho, ninguém ganha”, num suposto esquema de fraudes em licitações.
Já a Operação que aconteceu na Secretaria de Comunicação investigou o suposto uso de equipamentos e servidores da Prefeitura para produzir conteúdo para a campanha eleitoral de 2020, favorecendo a reeleição do então prefeito Mário Hildebrandt (Podemos).
A Operação Happy Nation aconteceu em fevereiro deste ano e investiga um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, peculato (rachadinha) e fraudes em contratos da Prefeitura de Blumenau e na Câmara de Vereadores. O principal alvo da investigação foi o vereador Almir Vieira (PP), que foi preso, mas pagou fiança e foi solto.
A Operação Ponto Final ocorreu em maio de 2026 e investiga um esquema de corrupção, formação de cartel, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro em obras públicas de Blumenau e região. Ela foca em irregularidades em obras públicas da cidade, como os terminais urbanos da Itoupava Central e do Água Verde.
Segundo a Justiça, os investigados da Operação Sentinela usaram o massacre na Creche Bom Pastor para montar um esquema de fraude em licitações e desvio de recursos de contratos emergenciais de segurança patrimonial, limpeza urbana e serviços especializado, entre os anos de 2021 e 2024, onde houve o pagamento de propina para ex-secretários e favorecimento de empresas.
A Operação Arbóreo investiga um esquema de fraude e corrupção envolvendo o contrato milionário da merenda escolar da rede pública municipal. O esquema direcionava licitações e em troca, recebia da empresa vencedora uma propina de 3% sobre cada pagamento feito pela Prefeitura de Blumenau. O valor total das propinas é estimado em mais de R$ 3,6 milhões.
A única coisa que resta agora para o morador da cidade são as respostas do judiciário de tantas desconfianças e relato de fatos de supostos desvios, mas até esse momento sem nenhuma punição.





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