Deputado estadual do PL catarinense diz que a maioria do Novo apoia a esquerda

O deputado estadual Alex Brasil (PL) postou um vídeo na sua rede social para comentar o desconvite feito pelo partido Novo de Santa Catarina a Romeo Zema, que é o seu pré-candidato a presidente em 2026.

Ele tratou de colocar mais lenha na fogueira falando que “o partido Novo está em guerra dentro do Estado de Santa Catarina, mas também dentro do contexto nacional”.

Alex, que é próximo da família Bolsonaro e um apoiador do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), segue a mesma linha de Eduardo Bolsonaro, que disse que “por mim, rompia geral com o partido Novo”.

Segundo o deputado do PL, há mais gente dentro do Novo catarinense que apoia a esquerda do que os candidatos da direita. Mas se contradiz quando fala que “aqui em Santa Catarina o Novo tem uma visão que o Zema deveria parar de bater no Flávio Bolsonaro”.

Para Alex, fica evidente, quando Romeo Zema “ataca” em Flávio Bolsonaro, ele ajuda o PT. Ele lembrou da cassação do agora ex-vereador Cleiton Profeta (PL) e disse que “lá em Joinville acabaram se juntando com o PT e a turma do MBL pra cassar um mandato do vereador do PL lá. Isso o Eduardo acabou denunciando essa semana”.   

Alex Brasil comenta que o presidente estadual do Novo, Kahlil Zattar, tem uma visão que Zema “vai destruir com as alianças que está acontecendo aqui em Santa Catarina e vai destruir com o Novo, que não vai eleger ninguém”.

Fala que Romeo Zema está correndo o risco de não ser mais o candidato a presidente do seu partido porque “uma turma do Novo a nível nacional começa a ver como uma falha de comunicação quando o Zema começa a bater no Flávio. Ele deveria é bater no Lula. Ou será que ele tá mais pro lado do Lula do que pro lado do Flávio? Porque de todo o modo, o Zema não chega em lugar nenhum”.

O deputado estadual catarinense fala que o Novo está numa disputa que envolve Santa Catarina e que envolve o Novo no Brasil inteiro e “a gente não sabe quem vai cair primeiro. Se é o presidente estadual de Santa Catarina ou se é o próprio Romeo Zema, que vai deixar de ser candidato à presidência pelo Novo”.

Alex fala que essa briga interna não ter nada a ver com o PL e com a direita, mas o Novo precisa decidir se quer ir com o PT ou com a direita, sob pena de não conseguirem cumprir a cláusula de barreira em 2026, ficando sem o número mínimo de deputados federais, sem os Fundos Eleitoral e Partidário, sem tempo de TV e principalmente sem força em Brasília.

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