Fala do prefeito de Criciúma coloca uma pulga atrás da orelha de João Rodrigues

Em março deste ano o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, já deu uma demonstração que não vai aceitar que nenhum membro do seu partido apoie outro candidato que não seja da coligação em que o PSD faz parte.

Naquela ocasião, os alvos foram o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (Podemos), e o secretário executivo de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos do Estado, Paulinho Bornhausen (sem partido).

A pressão do ex-prefeito de Chapecó foi tão forte que Topázio e Paulinho decidiram se desfiliar, mesmo tendo como escudo o ex-governador Jorge Bornhausen.

Mas na quinta-feira, 18, João Rodrigues teve que novamente intervir para que possíveis dissidentes não criem raízes e façam o mesmo que Topázio Neto.

Ele está percorrendo municípios do sul de Santa Catarina e ficou sabendo que o grupo comandado pela vice-prefeita de Imbituba, Maria Madalena Nunes (PSD), entre eles o presidente do PSD da cidade, vereador Pedro Paulo da Silva, e também o vereador Matheus Pereira, teriam anunciado que apoiariam Jorginho Mello.

Na entrevista que deu para uma rádio local, João Rodrigues falou que eles terão que reavaliar essa posição, caso contrário serão convidados a se retirarem do PSD.

O pensamento de João é ficar apenas com quem está alinhado com os planos do seu partido e que não vai se importar em perder quem pensa em apoiar outras candidaturas que não os da sua coligação.

Segundo ele, há a exigência de fidelidade com o PSD e com os seus parceiros, pois a coligação está sendo montada para eleger quem está no projeto do PSD, MDB, PP e União Brasil.

Em Criciúma, já havia comentários que o prefeito municipal, Vagner Espíndola (PSD), já estava mais afastado do ex-prefeito Clésio Salvaro (PSD), que será candidato a deputado estadual em 2026.

Ontem, na entrega do terceiro trecho do contorno viário, Vaguinho agradeceu o governador Jorginho Mello (PL) e disse que em 2024 estiveram em lado opostos, mas que isso é da política e, acabando a política, “a única bandeira que nos converge é a cidade de Criciúma e a nossa região”.

A fala que pode causar algum tipo de desconforto dentro do PSD foi quando Vagner Espíndola fala “disse aqueles que fazem parte do meu partido e do meu projeto político. Vocês não vão ver o prefeito Vaguinho falando do governador outra coisa que não seja muito obrigado”.

Na política, sempre há indícios antes de uma decisão que está por vir, mas Vagner Espíndola se obriga a usar da diplomacia para garantir os recursos do Governo do Estado para a sua cidade.

O problema é se essa diplomacia acabar virando apoio e engajamento como aconteceu em Florianópolis.  

Adicionar comentário

Clique aqui para adicionar um comentário

Acompanhe

Entre em nosso grupo do Whatsapp e nos siga em nossas redes

Patrocinadores