No último fim de semana tivemos dois candidatos que tentaram uma estratégia que parece não ter surtido o resultado esperado e podem até ter efeito contrário ao longo do tempo.

O primeiro foi o vídeo postado pelo pré-candidato ao Senado, Carlos Bolsonaro (PL), que afirmou que não nasceu em Santa Catarina, mas foi aqui que renasceu e que encontrou a paz.
Ele falou que “jamais haverá uma causa de Santa Catarina que não seja a minha ou do meu irmão Flávio, de Deus quiser o nosso futuro presidente”.
No início do vídeo ele falou quatro frases: “o governo do PT trata Santa Catarina com desprezo e injustiça; o STF se acha acima de tudo e de todos; no Brasil, a polícia prende, mas a justiça solta; sem mudar as leis, nada vai mudar”.
Um discurso que ficou evidente que não foi escrito por ele e quem escreveu, não teve a sensibilidade de usar uma linguagem que se encaixa mais com o filho 2 de Jair Bolsonaro.
Publicar um vídeo com uma postura engessada e um discurso que não mostra nada de novo para o eleitor de Santa Catarina só deixa evidente que Carlos Bolsonaro só está bem nas pesquisas justamente por conta do nome que carrega.
Ele diz que quer desafiar “o sistema perverso que se instalou em Brasília” e comenta que é uma ameaça “para eles” porque carrega Bolsonaro no nome e que “Santa Catarina é uma ameaça para a esquerda porque é um Estado que deu certo”.
É uma fala direta para a sua bolha e que despreza o eleitorado que ainda não acredita que ele possa ser um bom senador.
UM TIRO NO PÉ
Mas o vídeo de Carlos Bolsonaro não foi tão ruim quanto a live do pré-candidato a governador do Missão, Marcelo Brigadeiro. No domingo, 21, ele afirmou que não era mais candidato na eleição de 2026, mas na segunda-feira, 22, numa live no Youtube, negou a desistência da pré-candidatura a governador e manteve o nome na corrida eleitoral em Santa Catarina.
Na postagem do “X” de domingo chegou a alegar que não estava conseguindo conciliar os compromissos da pré-campanha com a vida profissional. E na live de segunda-feira Marcelo Brigadeiro também citou os altos investimentos do Governo do Estado em propaganda e o espaço reduzido para apresentar as suas propostas na imprensa.
Só que quase no fim da live, Brigadeiro deu meia volta e disse que ia manter a pré-candidatura e até lançou uma vaquinha virtual para arrecadar recursos para a campanha.
Ele disse que “pra tristeza dos meus haters, pra tristeza dos meus concorrentes, eu tô mais dentro que p.. de tarado meu cumpade, eu vou até o final”. Ele continuou dizendo “pelo amor de Deus, olha no que vocês acreditaram… primeiro de tudo eu sou muito casca grossa pra desistir de qualquer coisa. Quando eu entro eu vou até o final”.
No final, Marcelo fala que “os debates de Santa Catarina esse ano vão ser os debates mais incríveis da política brasileira”.
Fato é que ambos trazem para a eleição catarinense um estilo de campanha que, hoje, não casa com o eleitor daqui e que é muito mais provável que haja um efeito reverso, pois o eleitor catarinense não quer viver o que passa hoje o carioca, que vem para cá justamente para se livrar desse tipo de situação.





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