Santa Catarina é o lugar onde o presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores têm o menor apoio em todo o Brasil. Em 2022, Lula recebeu pouco mais que 30% dos votos do catarinense, sendo um Estado que menos votou nele e um dos Estados que mais apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O cenário não mudou em 2026 e a pesquisa Futura/Apex de maio deste ano mostrou que 70,3% dos catarinenses rejeitam o atual presidente da República.
Santa Catarina é o Estado com a menor taxa de desigualdade de renda do Brasil, tem o menor índice de desemprego do Brasil, é quem menos precisa do Bolsa Família no Brasil (média brasileira é de 17% e SC é só 3,9%) e segundo a Fetrancesc, Santa Catarina mandou para o Governo Federal, entre 2021 e 2025, R$ 590 bilhões e neste mesmo período recebeu apenas 14% desse valor.
Proporcionalmente, Santa Catarina é o Estado que mais paga e o que menos recebe, levando outros Estados nas costas e em muitas situações, é aqui que pessoas desses outros Estados encontram uma saída para uma vida melhor.
Ou seja, Santa Catarina não ficou esperando o Governo Federal resolver os seus problemas e o resto do Brasil não deveria olhar o nosso Estado para criticar, mas sim para se espelhar.
Neste ano o Governo do Estado aprovou uma lei na Assembleia Legislativa onde pretendia terminar com as cotas nas Universidades Estaduais, colocando a mesma regra para todos os alunos, independente da sua cor, mas o STF barrou.
Isso mexeu com os anseios da esquerda e o próprio Lula, no discurso que fez em Itajaí na última sexta-feira, 26, disse que não se pode permitir que prevaleça o racismo em Santa Catarina e que as pessoas não sejam tomadas pela “síndrome de grandeza” porque esse Estado é muito rico.
Ele completou dizendo que “Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou”, se referindo justamente sobre a tentativa de Jorginho Mello de acabar com as cotas raciais no Estado.
Disse mais, falou que “não tem o cara que, porque é branco, é melhor do que o que é negro. O cara que é nordestino não é pior do que qualquer um no sul do país. Que história é essa?”.
Mas, por uma ironia do destino, lá em 1979, quando deu uma entrevista para a Revista Playboy, Lula falou que admirava a disposição e a força de Adolf Hitler.
Enfim, parece que a não dependência de Santa Catarina para com o Governo Federal somado a falta de apoio do catarinense com o petismo e o apoio que o eleitor daqui dá ao bolsonarismo mexem muito com o atual presidente da República a ponto de ele classificar o catarinense como racista.
O que ele não entende é que o catarinense não quer depender de nenhum político, nem de Brasília e nem os daqui, e que o Estado apenas quer continuar produzindo sem que os governos olhem para Santa Catarina e vejam apenas como a galinha dos ovos de ouro.
Um presidente do Brasil que chama parte dos brasileiros de racistas não pode representar uma nação que trabalha muito para pagar as mordomias dele, mas que é discriminada na hora de receber o que a Constituição lhes garante por direito.
Veja o trecho da entrevista de Lula (PT) em 1979:






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