Deputado estadual de Florianópolis quer mudar o nome de uma das regiões metropolitanas do Vale do Itajaí

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Santa Catarina começou a analisar um projeto de lei do deputado estadual Marquito (Psol), que mora em Florianópolis, que pretende mudar o nome de “Vale Europeu” da região do Vale do Itajaí que tem as cidades de Blumenau, Brusque, Gaspar, Pomerode, timbó e Indaial.

Marquito quer revogar a lei de 2024 que nominou oficialmente a região porque entende que o nome exclui os povos indígenas.

O deputado estadual Napoleão Bernardes (PSD), que é membro da CCJ da Alesc e é natural do Vale Europeu, já avisou que vai trabalhar para manter o nome porque, segundo Napoleão, representa a identidade cultural, histórica e turística dessas cidades.

O ex-prefeito de Blumenau disse que “o nome Vale Europeu não exclui ninguém e que apenas reconhece características históricas e culturais que ajudaram a construir a identidade da região”.

Napoleão fala também que os mais de dez municípios do Vale do Itajaí têm no seu DNA a descendência alemã, italiana, polonesa e austríaca cuja herança histórica está presente não só nas pessoas, mas também na gastronomia, na arquitetura, nas tradições e nas festas típicas, sendo que a segunda maior do Brasil é a Oktoberfest de Blumenau.

Para Napoleão, a própria legislação estadual mostra que não houve mudança de identidade do Vale do Itajaí, mas sim uma organização territorial composta por diferentes regiões metropolitanas. “A lei faz do Vale do Itajaí uma grande macrorregião de Santa Catarina que tem três regiões metropolitanas: o Vale Europeu, o Alto Vale do Itajaí e a Foz do Rio Itajaí. Portanto, o Vale Europeu é apenas uma das regiões”.

Já sobre a herança indígena, o ex-prefeito de Blumenau comenta que o nome “Itajaí” é de origem indígena que vem do Tupi Guarani.

Santa Catarina realmente deve ter poucos problemas para um deputado estadual do Psol de Florianópolis acordar e decidir fazer um projeto de lei para mudar o nome de uma região em que ele não tem nenhuma ligação.

Marquito deveria se concentrar nas dificuldades enfrentadas pelos catarinenses nas rodovias, na segurança, na educação, no esporte, mas ele preferiu se preocupar com os indígenas que viveram no Vale do Itajaí no século XVIII.

Esse é o tipo de projeto geralmente surge em época de eleição só pra criar polêmica e lembrar que o pré-candidato ainda existe. Mas ele não lembra que esse projeto vai ter que passar por comissões e pelo plenário da Alesc e que tudo isso custa o dinheiro do contribuinte que, sem dúvida, não vai entender o motivo dessa anomalia, mas vai ter que pagar os custos mesmo sabendo que isso não vai dar em nada e não contribuiu nem um pouco para quem realmente conhece a região do Vale Europeu.

É o tipo de projeto que merece o troféu “Melancia”, que dá visibilidade, faz muita gente se indignar, mas não tem fundamento e não serve para coisa alguma.   

Adicionar comentário

Clique aqui para adicionar um comentário

Acompanhe

Entre em nosso grupo do Whatsapp e nos siga em nossas redes

Patrocinadores