Antídio Lunelli falou que Amin não precisa de GPS para andar em Santa Catarina

Na última sexta-feira, 3, o deputado estadual e pré-candidato a senador, Antídio Lunelli (MDB), deu uma entrevista para o jornalista Dom Schiavi, do Jornal Razão, e falou da direita em Santa Catarina e também comparou Esperidião Amin (PP) com Carlos Bolsonaro (PL), onde ambos também vão disputar uma das duas vagas para o Senado em 2026.

Na comparação que fez entre os candidatos ao Senado em Santa Catarina, o emedebista fala que “senador Esperidião Amin não precisa de GPS pra andar em Santa Catarina. Ele sabe cada pedra onde que está… são 51 anos de história, de contribuição, sempre com o mesmo posicionamento. Eu sempre fui um homem de direita”.

E sobre a direita em Santa Catarina, Lunelli comenta que não são só os filiados do PL é que são de direita. “Parece hoje que quem não é do 22, não é de direita gente. Às vezes eu sinto que parece que nós somos leprosos. Nós temos o PSD que tem gente de direita a dar com pau. Temos aqui o nosso candidato João Rodrigues, que sempre manteve seu posicionamento. Nós temos o Esperidião Amin, eu”.

Num trecho da entrevista, quando falava da convenção do MDB em 2022, Lunelli disse que “a política ela até perdoa a traição, mas ela não perdoa o traidor”.

Sobre Jorginho Mello (PL), o deputado estadual falou que “o nosso governador Jorginho sempre falou que o MDB seria o vice dele. Sempre a anunciou isso e falava nas nossas reuniões… aí o governador vai lá e fecha com o ex-prefeito de Joinville… aí nós fomos despejados. Esse é o sentimento que tem hoje no partido”.

Falou também que o MDB tem diretório constituído nos 295 municípios catarinenses. “O MDB é o seguinte, é que nem você sair aí fora no gramado onde tiver um ninho de formiga e tu dá um chute e aquilo brota formiga por todo lado. Esse é o MDB… em cada lugar que você chega, você dá um sinal, você já enche uma sala para uma reunião. Afinal são 60 anos de história”.  

Antídio confidenciou que o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), disse a ele que depois da reeleição de 2024, iria cumprir o seu mandato na Prefeitura e depois iria voltar para a sua empresa. Ele só ficaria na política se Romeo Zema (Novo) fosse eleito presidente da república e o convidasse para fazer parte do seu governo.

Lunelli estranhou quando Adriano recebeu o convite de Jorginho Mello e aceitou ser seu vice quando já estava alinhado com João Rodrigues (PSD).

Ainda sobre Jorginho Mello, Antídio falou que Santa Catarina virou as costas para o Governo Federal. “Nós temos uma bandeira, um número até a campanha. Terminou a campanha, enrola a bandeira e guarda no armário”.

Quando falou sobre a corrida presidencial, Lunelli diz que vai estar com quem representar a direita. Ele espera que o povo saiba votar, pois hoje 82% do PIB está comprometido com a dívida pública, e ele entende que o Brasil está indo para um caminho como o que aconteceu na Argentina e na Venezuela.

Sobre as falas de Lula (PT) em Itajaí, Lunelli disse que “eu acho que o presidente Lula tá ficando gagá. Sinceramente, ele tá fora, as funções mentais dele, eu não sei, eu acho que ele tá queimando o cérebro dele… onde é que se viu um homem ousar chamar nós de nazistas, racistas. Pelo amor de Deus, Santa Catarina recebe todos de braços abertos”.

Mesmo dizendo que vai estar com a direita, ele diz que no primeiro turno vai apoiar o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSDF). Mas se Flávio Bolsonaro (PL) for para o segundo turno contra o PT, ele vai apoiar o candidato do Partido Liberal.

Antídio Lunelli é empresário e já foi por duas vezes prefeito de Jaraguá do Sul e hoje e deputado estadual e em 2026 colocou o seu nome a disposição do partido para ser candidato a senador em 2026 na chapa que tem o PSD, MDB, PP e União Brasil.

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