Em março deste ano o presidente Lula (PT) e o então ministro da educação, senador Camilo Santana (PT), anunciaram criação da Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), onde serão investidos entre 2026 e 2027 R$ 50 milhões.
Segundo o Governo Federal, o programa vai levar hap, grafite e batalha de rima para as escolas públicas do Brasil. O Ministério da Educação diz que o objetivo principal é “promover a integração de saberes e perspectivas de coloniais ao currículo”.
Mas para o brasileiro, o que seria mais importante: matemática e português ou o hip-hop. Pois bem, para sua informação, o mesmo Governo Federal destinou apenas R$ 20 milhões para o ensino da matemática nas mesmas escolas públicas nacionais.
Para se ter a dimensão do problema que já temos instalado na educação brasileira, a cada três anos é feito um estudo internacional chamado de Pisa, criado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que avalia a qualidade dos sistemas educacionais dos países.
Ele mede o raciocínio crítico, a leitura, a matemática e as ciências de estudantes com 15 anos de idade. Nessa prova, o Brasil ficou, entre os 81 países avaliados, na 65ª posição, mostrando que a maioria dos brasileiros de 15 anos de idade não sabe fazer contas básicas do dia a dia e não consegue chegar num nível mínimo de leitura.
Isso acaba tendo uma consequência básica na produção nacional, afetando diretamente a produtividade. Uma organização suíça, que avalia todos os anos quais países tem um ambiente mais favorável para a produção e para a prosperidade, o Brasil caiu em 2026 sete posições, ficando no 65º lugar entre os 70 países analisados.
Segundo este mesmo estudo, o Brasil ficou em último lugar no quesito produtividade e o motivo principal é justamente a educação fraca de hoje, que futuramente vai gerar um trabalhador pouco produtivo que vai fazer com que o Brasil fique cada vez mais pobre.
JUSTIFICATIVA DO MEC
Segundo o site do Ministério da Educação, a criação da Escola Nacional do Hip-Hop se deu porque “o hip hop tem atuado sobre a redução das desigualdades de aprendizagem, seja em leitura, matemática e ciências”. O problema é que não existe em lugar nenhum um estudo e nem prova científica que comprove essa afirmação, que é da secretária responsável pelo programa do hip-hop.
Então, com essa guerra da produtividade que há no mundo e o brasileiro não conseguindo fazer uma conta básica de padeiro e não sabendo nem interpretar um texto básico, o MEC deveria investir naquilo que ainda não sabemos fazer ao invés de investir dinheiro público numa outra matéria que vai beneficiar poucos ou quase ninguém, pois mesmo gastando R$ 50 milhões no hip-hop, a verba é muito curta para implantar esse programa em todo o Brasil.





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