Na quarta-feira, 8, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-RS) apresentou um projeto de lei que propõe que apenas jogadores de futebol que atuam no Brasil possam ser convocados para competir pela Seleção Brasileira.
O projeto prevê também que o técnico e todos os integrantes da comissão técnica também deverão atuar por clubes brasileiros em seus registros profissionais para poderem participar de competições internacionais, salvo amistosos e jogos promocionais, mediante acerto com o órgão que realiza o evento.
Segundo Luiz Carlos, o objetivo principal é fortalecer o desenvolvimento do futebol nacional muito por conta do mal desempenho da seleção na Copa dos EUA deste ano.
O técnico Carlo Ancelotti nasceu na Itália e o primeiro estrangeiro a comandar a Seleção brasileira. Essa seleção tinha também apenas 7 dos 26 convocados atuantes no país e acabou tendo o pior desempenho do Brasil em uma Copa do Mundo desde1990, quando foi eliminada nas oitavas de final pela Argentina.
O projeto do deputado gaúcho também impacta nss categorias de base da Seleção Brasileira e no futebol feminino. “Precisamos de um futebol feito por jogadores brasileiros que joguem em equipe brasileira, com técnico brasileiro”, disse Hauly na sua fala no plenário.
QUER PROIBIR BETS
O projeto de lei também quer proibir que entidades nacionais, regionais e locais de realizar propaganda de casas de apostas nos produtos, times e competições organizadas em território nacional.
Há cerca de três anos as Bets tomaram conta do futebol no Brasil. Para se ter uma ideia, no início do Campeonato Brasileiro deste ano 12 dos 20 times da Série A tinham contratos firmados com casas de apostas. Os naming rights do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil também têm patrocínio das chamadas Bets.
O projeto só não interfere no patrocínio das Casas de Apostas a atletas da Seleção, por se tratar de acordos pessoais dos jogadores. Ainda há espaço para que emendas ao texto original possam incluir esse segmento à lei, caso seja aprovado nas Comissões.
O projeto de lei de Luiz Carlos Hauly ainda aguarda o despacho da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para começar a tramitar nas Comissões Temáticas. Se aprovado pelo plenário, ele então segue para análise do Senado Federal e, depois, para a sanção ou não do presidente da República.





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