Se tem uma coisa que PL e PT estão de acordo é que a polarização continue valendo por muitos anos. Para a eleição de 2026, o PT entende que será mais fácil vencer Flávio Bolsonaro (PL) do que outro candidato da direita que tem chance de unir as várias correntes da direita.
Já o PL acredita que em 2026 Lula está mais fraco, pois comparado com 2022, o petista perdeu o apoio da Venezuela, Chile, Argentina, Colômbia, Estados Unidos e também tem perdido prestígio no Norte e Nordeste do Brasil.
Com base na 6ª rodada da Pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 13, o cenário eleitoral para a eleição presidencial deste ano registrou pequenas oscilações, mantendo a estabilidade geral no primeiro turno.
No principal cenário estimulado, Lula teve 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 34%. Em relação à rodada anterior, realizada no final de junho, Lula oscilou negativamente dois pontos percentuais (de 42% para 40%), enquanto Flávio Bolsonaro manteve exatamente os mesmos 34%, variações que se encontram dentro da margem de erro.
Os demais nomes testados seguem na faixa de um dígito, com Ronaldo Caiado alcançando 5%, Renan Santos aparecendo com 4% e Romeu Zema registrando 4%.
SEGUNDO TURNO
No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário é de estabilidade e a disputa segue apertada. Lula lidera com 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro.
Na comparação com a rodada anterior, ambos os candidatos mantiveram exatamente os mesmos percentuais (Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 44%), mantendo a diferença em três pontos percentuais, o que configura um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa.
O levantamento aponta um recuo sutil no grau de consolidação das preferências eleitorais. Entre os entrevistados que escolheram um candidato no primeiro turno, 70% afirmam que sua decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição, indicando uma redução frente aos 74% da rodada anterior. Por outro lado, o total de eleitores que dizem que ainda podem alterar sua escolha subiu para 29%.
A força da polarização política continua a se destacar no levantamento. Entre os eleitores classificados como lulistas convictos, 87% afirmam já ter definido seu voto e que a decisão não vai mudar.
No segmento dos bolsonaristas convictos, esse percentual é de 77%, mostrando que os grupos mais convictos em relação aos dois lados políticos seguem apresentando as maiores taxas de fidelidade eleitoral.
A PESQUISA
Foram ouvidos 2.003 eleitores, por telefone, entre os dias 10 e 12 de julho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, com um intervalo de confiança de 95%.
O levantamento abrangeu eleitores de todas as regiões do país e integra a série histórica de monitoramento conduzida pela BTG/Nexus para a corrida presidencial de 2026. A pesquisa está devidamente registrada no TSE sob o número BR-07981/2026.





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