Pesquisa do IPC mostra concorrentes de Jorginho Mello crescendo e governador consolidado no cenário

A Associação Catarinense de Jornais (ACJ) divulgou nesta quarta-feira, 15, uma pesquisa eleitoral do IPC (Instituto de Pesquisa Catarinense) que mostra o atual cenário da disputa pelo Governo do Estado.  

Essa é a primeira pesquisa realizada de forma presencial em 2026 em Santa Catarina. Os dados foram colhidos entre os dias 9 e 13 de julho em várias regiões catarinenses, onde foram ouvidos 1050 eleitores. A margem de erro é de 3,3% para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no T.R.E. sob número BR-09576/2026 e SC-09951/2026 e foi contratada pela Associação Catarinense de Jornais.

De acordo com os números da pesquisa estimulada, se a eleição fosse hoje, o governador Jorginho Mello (PL) venceria já no primeiro turno. Ele obteve 53,3% das intenções de voto e está sendo seguido pelo ex-prefeito João Rodrigues (PSD), que teve 26,2%, e em terceiro aparece o candidato da Frente de Esquerda, Gelson Merísio (PSB), que ficou com 8,6%.

Laís Chaud (UP) ficou com 1,7%; Ralf Zimmer (PRD) obteve 0,9% e Marcelo Brigadeiro (Missão) ficou em último com 0,8% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 3,7% e não souberam ou não quiseram responder ficou com 4,9% dos ouvidos.

Na espontânea, o candidato mais lembrado foi o governador Jorginho Mello, com 42,7%. Em segundo lugar aparece João Rodrigues, com 18,5%, e na terceira posição está Gelson Merísio, com 2,8%.

Laís Chaud (UP) teve 0,8% e Marcelo Brigadeiro (Missão) e Ralf Zimmer (PRD) foram lembrados por 0,2%. A pesquisa espontânea mostra também que 29% não souberam responder e 4,4% responderam nenhum. Outros nomes também foram citados, como o do ex-governador Carlos Moisés (UB), Gean Loureiro (UB), Décio Lima (PT), Adriano Silva (Novo), Carlos Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Esperidião Amin (PP) e Fabrício Oliveira (Republicanos).

Quando o assunto foi a rejeição dos candidatos apresentados, o mais citado foi o atual governador Jorginho Mello (PL), que teve 16,7%, seguido por Gelson Merísio (PSB), com 14,3%, e Ralf Zimmer (PRD), que foi citado por 8,3% dos entrevistados.

Em seguida aparece o ex-prefeito João Rodrigues (PSD), com 6,6%; Marcelo Brigadeiro (Missão) com 6,4% e Lais Chaud (UP) com 4,3%.

Jorginho Mello, por ser o governador de Santa Catarina, sempre será o mais lembrado para continuar no posto, mas também na rejeição. Isso confirma a liderança absoluta do candidato do PL que, se a eleição fosse hoje, venceria já no primeiro turno. Desde que anunciou a sua reeleição, ele tem conseguido se mantar acima da casa dos 50% das intenções de voto.

João Rodrigues se firmou na segunda posição, diminuindo a diferença mostrada em outras pesquisas para Jorginho Mello. Ele é muito lembrado no Oeste e Meio Oeste, mas ainda é pouco conhecido em outras regiões, mas com o início da propaganda eleitoral, pode crescer.

Já a esquerda em Santa Catarina geralmente atinge um patamar de 15% a 19% dos votos. Diante desse cenário, Gelson Merísio já conquistou metade desse caminho e com o apoio de lideranças, como Lula e Décio Lima, tem chance de atingir o teto desse patamar. Ele também se consolidou na terceira posição, até porque a esquerda em Santa Catarina não terá uma segunda opção.

O fato mais importante é que Gelson Merísio pode ser o fiel da balança para ter ou não segundo turno aqui no Estado. Se crescer durante a campanha, coloca Jorginho Mello numa situação difícil no segundo turno dessa eleição.

Sobre a rejeição, Merísio carrega muito mais a rejeição que a esquerda tem em Santa Catarina do que propriamente uma rejeição ao seu nome, mas isso dificulta a subida nas pesquisas.

Os demais candidatos se mostram pouco competitivos, mas podem colocar os três primeiros colocados em situações difíceis, se participarem dos principais debates eleitorais.

É nítido que Jorginho Mello tem a maioria dos votos bolsonaristas em Santa Catarina e João Rodrigues terá que pensar uma estratégia para diminuir essa ampla vantagem do governador com a extrema direita.

Até o início de agosto teremos as convenções partidárias e até lá nada deve mudar. Mas a partir do dia 16 de agosto, quando inicia a propaganda eleitoral geral nas ruas e na internet, aí começaremos a ver o verdadeiro potencial de cada candidato e quanto cada um pode angariar ou perder voto até o dia 4 de outubro, dia da votação.

Jorginho Mello (PL) – 53,3%

João Rodrigues (PSD) – 26,2%

Gelson Merísio (PSB) – 8,6%

Lais Chaud (UP) – 1,7%

Ralf Zimmer (PRD) – 0,9%

Marcelo Brigadeiro (Missão) – 0,8%

Brancos e nulos – 3,7%

Não souberam responder – 4,9%

Jorginho Mello (PL) – 42,7%

João Rodrigues (PSD) – 18,5%

Gelson Merísio (PSB) – 2,8%

Lais Chaud (UP) – 0,8%

Ralf Zimmer (PRD) – 0,2%

Marcelo Brigadeiro (Missão) – 0,2%

Não sabem responder – 29%

Nenhum dos candidatos – 4,4%

Jorginho Mello (PL) – 16,7%

Gelson Merísio (PSB) – 14,3%.

Rafl Zimmer (PRD) – 8,3%

João Rodrigues (PSD) – 6,6%

Marcelo Brigadeiro (Missão) – 6,4%

Lais Chaud (UP) – 4,3%.

Não sabem responder – 13,1%

Não rejeitam nenhum – 23%

Rejeitam todos – 7,4%

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