O pastor bolsonarista Dirlei Paiz (PL), que teve seu processo extinto em novembro de 2025 pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), recebeu o convite do presidente da Câmara de Blumenau, Aílton de Sousa (Podemos), para voltar a exercer o cargo de Assessor Especial da Presidência.
Dirlei, que também é suplente de vereador do Partido Liberal, já tinha ocupado essa função em 2023 na gestão do ex-presidente da Câmara, Almir Vieira (PP), mas saiu para cumprir as restrições impostas pelo ministro do Superior Tribunal Federal.
Em 2024 Dirlei Paiz foi candidato a vereador, quando recebeu 1795 votos, mas segundo ele, teve a campanha prejudicada porque ainda estava cumprindo restrições, como a proibição de uso das redes sociais.
Agora, em 2026, ele volta para o legislativo blumenauense para auxiliar Ito de Souza no assessoramento político e estratégico. Segundo o pastor, ele participará do planejamento diário, na organização de reuniões e vai atuar também no relacionamento com os outros vereadores e Secretarias Municipais.
Relembre o caso de Dirlei Paiz
No dia 17 de agosto de 2023 o pastor bolsonarista Dirlei Paiz foi preso pela Polícia Federal na 14ª fase da Operação Lesa Pátria. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia indícios que o pastor tinha participado da organização ao ataque as sedes dos três poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro daquele ano.
Moraes investigava se Dirlei tinha ou não participado do grupo de Telegram que ficou conhecido como “Festa da Selma”, expressão usada, segundo a Polícia Federal, como um código para o ataque daquele ano.
No dia 8 de dezembro de 2023, Alexandre de Moraes expediu um alvará de soltura para que Dirlei Paiz fosse solto e esperasse o julgamento em liberdade vigiada.
Em 2024, o pastor se candidatou a vereador em Blumenau, mas a justiça entendeu que ele descumpriu a determinação do STF no uso da sua rede social e no dia 16 de setembro, durante a campanha, ele voltou para o Presídio Regional de Blumenau.
O advogado de defesa, Jairo Vieira dos Santos, afirmou que ele havia sido hackeado, mas o argumento foi recusado e Moraes, que manteve o novo pedido de prisão.
Cinco meses depois, no dia 19 de fevereiro de 2025, Alexandre de Moraes expediu um novo alvará de soltura com a justificativa de que não havia mais razões para a permanência de Dirlei Paiz na prisão. Em 6 de novembro do mesmo ano o seu processo foi extinto, fazendo com que o pastor voltasse a ter uma vida normal novamente.





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