O novo tarifaço do presidente Donald Trump tem data e hora certa para começar a valer. Será à 1h (horário de Brasília) da próxima quarta-feira, 22, onde muitos produtos produzidos no Brasil serão sobretaxados em 25%.
A decisão aconteceu depois uma investigação de quase um ano sob a Seção 301 da Lei de Comércio americano. Segundo o governo dos EUA, há supostas práticas comerciais injustas cometidas pelo Brasil, como taxações de produtos norte-americanos e as regras do Pix.
O secretário de Estado do Governo americano, Marco Rubio, culpou o governo brasileiro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela imposição da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
“Para que não haja confusão sobre o motivo, o presidente Lula e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé”, escreveu Rubio no X.
Para o secretário, que comanda a diplomacia dos EUA, “Lula colocou seu ego acima de fazer um acordo para o bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço disso”.
Em 2025, Trump já tinha taxado o Brasil em 50% com a justificativa de não ter aprovado a forma como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi julgado.
Mas como ele não cumpriu todas as exigências para a taxação de 50%, a Justiça norte americana derrubou o ato e ele então ficou um ano estudando o Brasil. Agora, com embasamento técnico, fizeram o caminho certo e agora vai ser muito difícil reverter.
Mas todo esse imbróglio internacional teve três culpados. O primeiro foram as empresas norte americanas, que reclamaram para o seu governo porque querem vender mais dentro dos Estados Unidos.
O segundo culpado foi o deputado federal Eduardo Bolsonaro, pois em 2025 ele foi para os EUA fazer campanha para que Donald Trump punisse o Brasil. Quando foi justificar a taxação de 50%, Trump colocou o nome do próprio Eduardo como sendo um dos que pediram que ele fizesse isso.
O terceiro culpado foi o presidente Lula (PT), pois nesse mês de julho, em Washington, teve uma reunião com o governo norte americano que contou com a presença de vários representantes do empresariado brasileiros, mas o Governo Federal não mandou ninguém e deixou o setor produtivo nacional jogado aos leões.
Resumindo, as empresas dos EUA pediram a taxação, a família Bolsonaro abriu a porta para que isso acontecesse e o presidente Lula não apareceu para fechar a porteira e impedir que Trump agisse livremente.
Agora, a conta, novamente cai no colo do empresário brasileiro que, mais uma vez, vai ser visto como o vilão, pois terá que aumentar o preço, diminuir o custo de produção, demitir trabalhadores e até recorrer a empréstimos para conseguir manter a porta das fábricas abertas.
Enquanto isso, a polarização segue firme e forte em Brasília e a esquerda e a extrema direita continuam pensando só em eleição e ganhando o salário sagrado de cada mês pago com dinheiro dos impostos arrecadado do bolso de quem não teve nada com isso.





O que as regras do Pix influenciam na taxação imposta pelos EUA?
Os Estados Unidos veem o Pix como uma ameaça porque o sistema brasileiro reduziu drasticamente o mercado e as receitas de gigantes norte-americanos de pagamentos (como Visa, Mastercard e empresas de big tech). Além disso, o governo dos EUA critica o fato de o Banco Central do Brasil atuar como regulador e operador do sistema, o que eles consideram uma barreira de mercado e concorrência desleal.