Na eleição de 2026 Santa Catarina terá duas vagas na disputa pelo Senado e todas as pesquisas mostram que estas duas vagas estão sendo disputadas palmo a palmo por Carlos Bolsonaro (PL), Caroline de Toni (PL) e Esperidião Amin (PP).
São três candidatos que representam a direita e o que pode definir quem vai se eleger será a escolha do segundo voto.
Mas o petista Décio Lima, mais uma vez, aponta na quarta colocação como um candidato que pode ser o intruso dessa briga. Isso aconteceu em 2022, na eleição para governador, quando Décio figurava entre os cinco nas pesquisas, mas no dia da votação conseguiu ir para o segundo turno com Jorginho Mello por conta da mobilização da esquerda em torno do seu nome.
Se a esquerda entender que ele é o único candidato da esquerda para o Senado que tem condição de se eleger, pode deixar a candidatura do vereador Afrânio Boppré (Psol) de lado e focar no nome do petista para evitar que a direita fique com as duas vagas.
Nas últimas eleições, a disputa para o Senado em Santa Catarina sempre tem apresentado alguma surpresa. Em 2002, os favoritos eram Paulinho Bornhausen (PFL) e Casildo Maldaner (PMDB), mas os escolhidos foram Ideli Salvatti (PT) e Leonel Pavan (PSDB).
Em 2006 Raimundo Colombo (PFL) confirmou o favoritismo das pesquisas e se elegeu com 58,58% dos votos. Em 2010 deu a lógica e Luiz Henrique da Silveira (PMDB) foi o mais votado e puxou com ele o tucano Paulo Bauer (PSDB).
Em 2014, mais uma vez, Paulinho Bornhausen (PSB) era o favorito, mas Dário Berger (MDB) acabou levando muito por ser o candidato do grupo que tinha o MDB como um partido forte e também elegeu o governador Raimundo Colombo (PSD).
Já em 2018, a surpresa ficou por conta de Jorginho Mello (PSDB). os favoritos daquela eleição eram Esperidião Amin (PP), que se elegeu, e Raimundo Colombo (PSD), que era governador. Mas no fim, Jorginho surge do nada e fica com a segunda vaga.
Em 2022, Raimundo Colombo (PSD) tentou de novo, mas como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) colocou o desconhecido Jorge Seif (PL) no colo, ele tirou a vaga do ex-governador.
A esquerda sempre teve boas votações para seus candidatos ao Senado, mas em 2026 vai precisar dar prioridade para apenas um se quiser colocar água no chope da direita.
Nos últimos anos o PT e o Psol não têm tido bom entendimento, principalmente quando o assunto é Décio Lima. O Psol sempre disse que Décio e o PT só pensam neles na hora de negociar a coligação, mas em 2026, a única chance deles é se juntarem, caso contrário, vão assistir uma vitória dupla da direita bolsonarista.





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