A Assembleia Legislativa de Santa Catarina assistiu na terça-feira, 21, um político que defendia o bolsonarismo até 2018 ser chancelado como o candidato a governador da esquerda em 2026.
Há anos, essa mesma assembleia via o seu ex-presidente Gelson Merísio (PSB), quando era deputado estadual, defender as pautas da direita em detrimento das ações de governos petistas que teve Lula e Dilma como os principais personagens.
Mas, segundo o próprio Merísio, tudo mudou em 2022 quando conheceu pessoalmente o atual presidente da República. “Eu posso dizer que fiquei um admirador do presidente Lula a partir daquele momento”, declarou.
Falou também que “o respeito à sua experiência, o respeito à forma como ele trata o Brasil, a forma como ele trata as pessoas, na minha visão, tornam o presidente Lula um patrimônio nacional”.
Se nada mudar, Merísio vai pedir voto para Lula em todos os seus discursos daqui para frente. “Peço voto para o Lula em todas as alas, com o peito aberto, sem nenhum constrangimento e com a convicção de que é o melhor para Santa Catarina e para o Brasil”.
O ex-deputado o presidente tem uma visão e uma experiência que são “incomparáveis”. Fala que Lula deu exemplo de atuação nas negociações das tarifas impostas pelos Estados Unidos e que “a participação dele foi absolutamente diferenciada com os demais líderes globais”.
Diante de um discurso inflamado na apresentação da nominata da Frente Ampla de Esquerda, não tem como relembrar dos elogios feitos a Jair Bolsonaro quando ele estava em viés de alta, em 2018.
Naquele ano, quando Merísio foi candidato a governador pelo PSD e tentava colar a sua imagem ao bolsonarismo, tendo declarado abertamente o seu voto em Jair Bolsonaro. Chegou a dizer que votar em Bolsonaro seria uma decisão coerente com o que desejava o eleitorado catarinense.
Durante a campanha, também anunciou que, se eleito, iria colocar como adjunto na Secretaria de Segurança Pública o delegado da Polícia Federal, Ivan Ziolkowski, que era um dos chefes da Operação Lava Jato que investigava o esquema de corrupção que envolvia o então ex-presidente Lula.
Em 2018, Merísio afirmou numa entrevista dada para o jornalista Paulo Alceu (ND Notícias) que, se eleito, não disputaria a reeleição e não iria morar na Casa D´Agronômica. Ninguém perguntou sobre isso e ele também não falou novamente sobre isso, mas vamos esperar a campanha para ver se essa afirmação ainda segue de pé.
Diante dessa “mudança”, Gelson Merísio vai construir um novo caminho com uma nova ideologia enaltecendo as qualidades de um novo líder que ele terá que ajudar a se reeleger em 2026.
Veja um vídeo de Gelson Merísio da campanha de 2018: (fonte: Poder 360)





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