No próximo sábado, 25, em São Paulo, o PL nacional vai fazer a sua convenção para oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro a presidência da República.
Muitos catarinenses, como o governador Jorginho Mello (PL), estarão presentes no Mercado Pago Hall (Arena Pacaembu), localizado na Praça Charles Miller.
Mas a grande discussão está sendo a escolha do vice de Flávio para a eleição deste ano. Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e o próprio Flávio Bolsonaro querem um nome do PP ou do Republicanos, para repetir a coligação de Jair Bolsonaro de 2022.
Só que o Republicanos, que muita influência dentro da Igreja Universal do Reino de Deus, queria mesmo era o governador Tarcísio de Freitas como candidato a presidente.
O nome dos sonhos de Flávio era o do senador Ciro Nogueira (PP), mas ele ficou chateado com o filho de Jair Bolsonaro porque entende que foi deixado sozinho quando foi acusado pela Polícia Federal de receber mesada de Daniel Vorcaro e já lançou a sua candidatura à reeleição no Piauí para manter o foro privilegiado.
Então Flávio definiu que o vice será uma mulher para diminuir a rejeição do eleitorado feminino depois que teve uma crise com Michelle Bolsonaro (PL).
Então, a preferida dele é Daniella Marques, que é uma administradora que estava na equipe de governo de Jair Bolsonaro. Só que ela não tem o aval do Republicanos e não tem a preferência de Valdemar Costa Neto.
Se a Federação União Progressista fechar com Flávio, o nome natural seria o da senadora Tereza Cristina (PP), mas ela já informou que não tem interesse nessa vaga.
Restariam como opção as deputadas Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE), pois ambas são ligadas aos evangélicos e defendem o anti-aborto.
Se nada disso acontecer, o PL nacional vai ter que recorrer aos quadros do partido e aí os nomes mais fortes até esse momento, nessa ordem, seriam os das deputadas federais Bia Kicis (PL-DF) e da catarinense Júlia Zanatta (PL).
Mas os marqueteiros entendem que ter uma vice da ala bolsonarista não moderada seria mais difícil de convencer o eleitor do centro e correriam o risco de atingir apenas o eleitorado da extrema direita.
Então, hoje, há um impasse, mas Flávio Bolsonaro quer ter este nome ainda no mês de julho ou, no máximo, até o início de agosto.





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