Mesmo como seu caminho definido, o MDB de Santa Catarina ainda tem questões a serem resolvidas. Nesta sexta-feira, 31, o presidente estadual do partido, deputado federal Carlos Chiodini, deve buscar um consenso com a ala que quer apoiar o governador Jorginho Mello (PL).
No sábado o Massa Bruta vai fazer a sua convenção junto com o PSD e com o União Brasil na Assembleia Legislativa, em Florianópolis.
Chiodini já conseguiu reverter a posição de Antídio Lunelli, que será o candidato a senador do partido, do suplente de deputado estadual, Cleiton Fossá, e o deputado federal Valdir Cobalchini disse que vai aceitar o caminho que o partido definir.
DISSIDENTES
Mas os deputados estaduais Fernando Krelling e Jerry Comper e a senadora Ivete Appel da Silveira insistem em ficar com o governador.
Por outro lado, Carlos Chiodini já afirmou que o MDB não vai liberar nenhum filiado e que na convenção de sábado a legenda vai confirmar o seu nome para ser vice de João Rodrigues (PSD) e o nome de Lunelli ao Senado.
A executiva estadual entende a pressão que os prefeitos emedebistas estão sofrendo dos aliados de Jorginho Mello, mas exige que eles respeitem a posição do MDB e mantenham a unidade na eleição de 2026.
AS SUPLENCIAS
O que ainda ficou para ser definido na convenção dos três partidos que apoiam a candidatura de João Rodrigues (PSD) são as suplências dos candidatos ao Senado Esperidião Amin (PP) e Antídio Lunelli (MDB).
São quatro vagas a serem preenchidas por, pelo menos, um emedebista, mas o partido tem dois interessados. O deputado estadual Volnei Weber, que não vai buscar a reeleição e lançou o ex-prefeito de Orleans, Jorge Koch, no seu lugar, e o ex-deputado federal Peninha Mendonça querem ser suplentes, mas terão que entrar num consenso, a menos que mais uma vaga seja direcionada para o MDB.
Uma das vagas deve ficar com o União Brasil que, estrategicamente, teria que colocar alguém do Vale do Itajaí, do sul do Estado ou do Planalto Serrano, já que as outras regiões já estão representadas por João Rodrigues (Oeste), Carlos Chiodini (Norte), Amin (Grande Florianópolis) e Lunelli (Norte).
MDB CORTEJADO POR TOPÁZIO
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (Podemos), convidou o ex-prefeito de Criciúma, Paulo Meller (MDB), para ser o novo chefe da Casa Civil da Capital.
Topázio disse que o convite aconteceu por conta da amizade que tem com Meller, mas no cenário político, isso foi entendido como um afago no MDB.
É como se o prefeito de Florianópolis tivesse unido o útil ao agradável. Paulo Meller ainda não disse sim e deve responder nessa sexta-feira, 31.
A tendência é que aceite, mas Topázio foi até Criciúma na quinta-feira, 30, para uma reunião política do seu primo, Fábio Botelho (Podemos), que é pré-candidato a deputado estadual, e aproveitou a viagem para conversar com Paulo Meller.
Mas Topázio também esteve na quarta-feira, 29, na reunião de pré-campanha do vereador e presidente da Câmara de Florianópolis, João Cobalchini (MDB), que vai ser candidato a deputado estadual.
PENSANDO EM 2028
Alguns vereadores, e entre eles Cobalchini, estavam descontentes com Topázio por privilegiar Fábio Botelho, mas como Topázio precisa ter um deputado estadual na Alesc a partir de 2027, começa a ciscar em outros galinheiros e o MDB foi o primeiro alvo.
A ida na reunião de Cobalchini fez surgir muitos comentários, mas Topázio postou um vídeo na sua rede social dizendo que participou daquele encontro porque “ele é meu aliado na Câmara e eu acho sim que é uma candidatura viável dentro do MDB”.
Mas também falou que isso não interfere em nada no projeto do Podemos, onde tem como prioridade as candidaturas de Fábio Botelho a estadual e Paulinha a Federal.
O problema é que Topázio Neto também já deu demonstrações de apoio à candidatura do presidente da Alesc, Júlio Garcia, a deputado federal, o que mostra que o prefeito de Florianópolis tenta construir um grupo para, em 2028, eleger seu sucessor.
CONTRA GEAN
Topázio vai tentar impedir com todas as suas forças que Gean Loureiro (UB) volte a comandar a Prefeitura de Florianópolis e para isso precisa de um nome viável na eleição municipal, já que não pode concorrer mais.
Então, se João Cobalchini se eleger em 2026, passa a ser um nome forte em 2028. O único problema é se João Rodrigues for o novo governador e o MDB tiver que se manter numa aliança com o PSD, PP e União Brasil.
Aí, Gean Loureiro, se também se eleger deputado estadual, entra na briga mais forte que qualquer um e ficaria como o principal nome para ser o novo prefeito de Florianópolis a partir de 2029.





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