Passada as convenções partidárias aqui em Santa Catarina, o momento agora é de calçar o sapato e correr o Estado atrás dos votos necessários.
Para os que vão disputar o Governo do Estado, a vida vai ser um pouco melhor por conta da estrutura e das aparições na televisão, mas os candidatos a deputado federal e estadual terão que gastar muita gasolina para visitar o maior número de cidades possível.
Hoje a Alesc tem 40 cadeiras em disputa e numa avaliação inicial com a homologação das atuais nominatas dos partidos para deputado estadual, é quase certo que o PL terá a maior bancada na Assembleia Legislativa. Jorginho Mello quer eleger 15 deputados estaduais em 2026, mas deve eleger mesmo cerca de 13 candidatos por conta da quantidade de votos que terá que fazer.
O PSD também está com um bom grupo na disputa pela Alesc e tem tudo para eleger 5 deputados estaduais. O PT tem o grupo mais forte na esquerda e pode até eleger 5 deputados estaduais, mas vai precisar buscar mais votos na legenda, comparado com 2022, para conseguir a quinta vaga.
Quem tem que ficar de olho muito aberto é o MDB. Hoje o partido 6 deputados estaduais, mas nesta eleição não vai poder contar com os votos de Antídio Lunelli e Volnei Weber. Então, o MDB vai precisar trabalhar muito bem a base para conseguir eleger, pelo menos, 5 candidatos para ter força na hora das negociações dentro do parlamento.
O Republicanos vem mais forte do que veio em 2022 e tem chance de eleger 4 nomes para a Alesc. O Podemos, agora sem a deputada Paulinha, vai precisar trabalhar bem para conseguir eleger dois nomes, que é o que o partido vai conseguir fazer em 2026.
O União Brasil tem uma nominata mais forte neste ano e tem grande chance de eleger Gean Loureiro, de Florianópolis, e os atuais deputados estaduais Vicente Caropreso (Norte) e Sérgio Guimarães (Grande Florianópolis).
Os Progressistas também perderam o deputado Zé Milton Scheffer, que foi a federal, e deve mesmo eleger dois candidatos em 2026.
O Novo deve ficar com duas cadeiras e por incrível que pareça, o deputado estadual Matheus Cadorin, que vai buscar a reeleição, não é o nome mais forte dessa disputa. O ex-promotor Odair Tramontin, de Blumenau, e o vereador de São José, Cryslan de Moraes, são os dois que despontam com mais chance dentro do Novo.
Se a Assembleia tiver essa configuração, sobrariam na disputa de 2026 o Psol, o PDT e o PSDB, que continua minguando no Brasil e também em Santa Catarina.
Minha aposta para a Assembleia Legislativa:
PL – 13 cadeiras
PSD – 5 cadeiras
MDB – 5 cadeiras
PT – 4 cadeiras
Republicanos – 4 cadeiras
União Brasil – 3 cadeiras
Progressista – 2 cadeiras
Podemos – 2 cadeiras
Novo – 2 cadeiras





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