Suplente de Carlos Bolsonaro já criticou Jair Bolsonaro e a polarização

No último sábado, 1, aconteceu a Convenção Estadual do Partido Liberal de Santa Catarina na arena Opus, em São José, e lá foi confirmado o nome do ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, como um dos candidatos ao Senado da coligação.

O que chamou a atenção foi que o PL ficou com 7 das 8 posições da majoritária. Apenas a vaga de vice-governador foi dada para o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva, do partido Novo. Além do PL e do Novo, a coligação conta também com o Republicanos, Podemos, Federação PSDB/Cidadania, Democracia Cristã, Avante e Agir.

O que foi apresentado também foram os nomes dos suplentes de senador de Carlos Bolsonaro. O primeiro suplente é o ex-prefeito Rafael Caleffi (PL) e o segundo suplente é o pastor da Igreja Quadrangular de Joinville, Balduíno Rodrigues Ferreira (PL).

Curiosamente, essa chapa de Carlos Bolsonaro é formada por três nomes nascidos fora de Santa Catarina. Carlos é natural de Rezende, no Rio de Janeiro; Rafael Caleffi nasceu em Vitorino, no Paraná; e o pastor Balduíno Rodrigues Ferreira é natural de Vacaria, no Rio Grande do Sul.

A escolha de Rafael Caleffi (PL) para ser o primeiro suplente do ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), chamou a atenção pelo histórico de críticas feitas por ele contra a administração do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).

Caleffi sempre foi do MDB, se elegendo prefeito de São Lourenço do Oeste em 2016 e 2020 pelo Massa Bruta, e só se transferiu para o PL no início de 2026.

Depois do anúncio do nome dele, internautas resgataram uma entrevista em que o ex-prefeito criticou a atuação do governo Bolsonaro na pandemia de Covid-19 além de citar que o ex-presidente é um “ogro de grosso”.

“O Bolsonaro é um ogro de grosso. É o jeito dele. O cara vacinou o Brasil inteiro e foi contra a vacina. Vai entender isso, né? No momento mais difícil”, disse Caleffi.

Ele disse também que Jair Bolsonaro perdeu a oportunidade de avançar com as reformas e criticou a polarização política no país, onde, segundo ele, “tem feito muito mal para a gente”.

“Essa polarização nacional tem feito muito mal para gente. A gente não tem uma condição de ter pessoas que pensem num planejamento para o Brasil. Estão pensando em brigar, falar mal um do outro para ganhar eleição”, declarou.

Se isso vai atrapalhar ou não a candidatura de Carlos ao Senado ainda não se sabe, mas é fato que a escolha do nome do ex-prefeito não levou em consideração o histórico dele e Carlos deve achar que o que aconteceu no passado, ficou no passado.

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