Eleição de 2026 faz Governo Lula inaugurar obras inacabadas no norte e nordeste do Brasil

O comunicador Nilvan Ferreira, do Estado da Paraíba, postou na sua rede social um vídeo onde mostra a obra do Instituto Federal da Paraíba, Campus Pedra de Fogo.

Segundo o anúncio do Governo Lula, a nova sede própria do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) foi inaugurada nos dias 3 e 4 de julho de 2026 num evento que marcaria a transição de um prédio cedido pela Prefeitura local para uma estrutura definitiva e ampla.

Mas Nilvan mostrou que a obra só foi terminada numa parte de um corredor com três salas de aula, onde a equipe de comunicação do governo iria fazer as imagens.

A obra, que começou a ser feita em 2023, era para ter terminado em 14 de junho de 2025, mas só foi “inaugurada” agora em julho de 2026. O investimento inicial previsto era de R$ 5,2 milhões, mas até esse momento já foram gastos R$ 20,2 milhões.

Segundo o Governo Federal, o aporte inicial de 2024 de R$ 5,2, que veio de verbas da Reitoria do Instituto e de emendas parlamentares, serviram para fazer apenas a estrutura modular complementar.

Já para a implantação da biblioteca, refeitório estudantil e bloco administrativo, foram liberados mais R$ 5,3 milhões via Programa de Aceleração do Crescimento da Educação. O restante do montante global (alcançando os R$ 20,2 milhões) foi viabilizado por recursos federais contínuos e emendas adicionais voltadas para a finalização e equiparação tecnológica do campus definitivo.

O problema agora é que o IFPB não está terminado e vai precisar de mais verba para que possa ser usado pelos alunos daquela localidade.

O assunto das inaugurações de obras inacabadas do Governo Federal só para que a equipe de comunicação do presidente Lula (PT) use as imagens em futuros programas de televisão vem gerando indignação nos seus opositores.

A inauguração que teve grande repercussão em julho deste ano foi a do trecho parcial do Ramal do Apodi, em Luís Gomes (RN), que é parte do projeto de transposição do rio São Francisco.

Foram usadas estruturas provisórias numa obra que segue sendo feita, mas o Planalto já a contabiliza como um marco para a segurança hídrica daquela região.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inaugurou o Túnel Major Sales, no Rio Grande do Norte, no dia 2 de julho deste ano, mas o projeto completo do Ramal do Apodi prevê 115,5 km para começar a beneficiar dezenas de municípios.

Opositores alegaram que a cerimônia ocorreu com trechos ainda inacabados ou uso de soluções provisórias para a passagem de água, classificando o ato como peça de marketing político. O Governo Lula diz que a liberação parcial já antecipa benefícios essenciais de abastecimento e integração de águas para a população nordestina, mas esse argumento não se confirma porque parte da estrutura provisória acabou desabando e as águas do rio não pode correr na calha da obra.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) publicou na sua rede social o texto que diz que “Lula transformou obra inacabada em palanque. O PT abandonou o Ramal do Apodi, Bolsonaro retomou, e agora o governo do PT tenta colher propaganda onde ainda falta entrega. O Nordeste não quer teatro eleitoral. Quer água, respeito e obra pronta”.

No dia 1 de julho deste ano o presidente Lula (PT) participou de uma cerimônia simbólica na cidade de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica (BA), para marcar o reinício de uma obra que deveria ter iniciado em 2019. O evento oficializou o início das obras físicas do Sistema Rodoviário da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, quando foi cravada a primeira estaca da estrutura e o início dos trabalhos da obra esperada há quase duas décadas .

O custo estimado para a nova ponte é de R$ 11,6 bilhões através do Novo PAC e Parceria Público-Privada (PPP) com empresas chinesas e a previsão de término é entre 2030 e 2031. Opositores políticos apontaram o ato como eleitoral e questionaram a efetivação de uma obra de infraestrutura de grande porte que ainda está em fase inicial, pois depois do evento, a obra parou e o Governo da Bahia não informou quando os trabalhos reiniciam.

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