A coligação de reeleição do governador Jorginho Mello (PL) tem hoje o PL, partido que o governador é o presidente estadual; o partido Novo, o Republicanos, o Podemos, a Federação PSDB/Cidadania, o Democracia Cristã (DC), o Avante e o Agir.
De todas as posições a serem preenchidas na majoritária, o PL ficou com o cargo de governador, as duas vagas de senador, as duas suplências de Carlos Bolsonaro e a segunda suplência de Caroline de Toni. O Novo foi o único partido que conseguiu entrar aí, preenchendo a vaga de vice-governador e a 1ª suplência de Carol de Toni.
Na prática, os únicos que Jorginho não tem controle das executivas é o Novo e o PSDB. O trunfo do Novo para fazer parte da coligação é o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva, que será o candidato a vice-governador em 2026.
O Novo também indicou na quinta-feira, 6, o primeiro suplente da candidata ao Senado, Caroline de Toni (PL). Será o empresário e advogado Geraldo Wetzel Neto, também de Joinville, o que reforça a importância do partido nas pretensões de Jorginho Mello.
O governador, além de tirar Adriano Silva e o Novo das mãos de João Rodrigues (PSD), tem um nome forte do Norte do Estado na sua composição.
Como estratégia eleitoral, o Novo também dá um ar de seriedade e boa gestão a campanha do governador. Enfim, o Novo de Santa Catarina pode não ser forte eleitoralmente, mas todos apostam em Adriano Silva para fazer o partido crescer no Estado.
O PSDB tem como presidente o deputado estadual Marcos Vieira, que nunca foi um apoiador do governo de Jorginho e até junho deste ano dizia que seria candidato a governador.
Mas mesmo com a independência, foi obrigado a se render as promessas de Jorginho porque vem perdendo terreno em Santa Catarina e vai precisar estar no governo para não desaparecer aqui no Estado.
OUTROS PARTIDOS
Os demais partidos são todos indiretamente controlados pelo governador, que fez deles uma espécie de satélites do PL para filiar e tentar eleger com mais facilidade candidatos alinhados com o Jorginho Mello.
No Republicanos, Jorginho colocou no comando o ex-liberal, deputado federal Jorge Goetten, que até já foi presidente do PL e que se licenciou para buscar a reeleição. Quem assumiu no lugar dele foi a prefeita de Lages, Carmen Zanotto, que também é muito próxima do governador.
No Podemos, a presidente é a deputada estadual Paulinha, mas ela vai tentar uma vaga na Câmara Federal em 2026 e precisa do apoio dos governistas para se eleger e para aumentar a bancada na Alesc, já que o partido não vai contar com os votos dela na legenda de deputado estadual.
Cidadania, Democracia Cristã, Avante e Agir se contentam com cargos no governo, caso Jorginho Mello se reeleja e também com o futuro apoio nas eleições municipais de 2028.
Tanto que o Agir estava praticamente fechado com o Missão, de Marcelo Brigadeiro, onde daria para ele tempo de TV e cadeira garantida nos debates. Jorginho Mello conversou com a executiva nacional do Agir e eles mandaram para Santa Catarina um “pastor” para desfazer o acordo que tinham com o Missão e fechar com o PL.





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