Aqui em Santa Catarina, vimos que o primeiro semestre, ainda na pré-campanha, o clima estava mais quente entre os então possíveis candidatos. Mas agora, depois de passar o período das convenções, partidos e candidatos se concentram nas visitas nos municípios e seguram um pouco a língua para não revelarem toda a estratégia, que será usada nos programas de rádio e TV.
Quem falar demais, pode despertar no adversário a linha de atuação que vai ser usada no mês de setembro, que é quando a eleição, principalmente para o Governo do Estado, pode ou não ser resolvida já no primeiro turno.
O momento é de espera e mesmo com alguns debates acontecendo em várias regiões do Estado, os candidatos vão manter o que já foi mostrado e guardar o chumbo grosso para os dias que antecedem os maiores debates eleitorais, principalmente aqueles onde o governador Jorginho Mello (PL) já garantiu presença.
Para o eleitor que não vai ficar tão atento sobre todos os – Jorginho Mello (PL), João Rodrigues (PSD), Gelson Merísio (PSB), Marcelo Brigadeiro (Missão), Ralf Zimmer (PRD), Laís Chaud (UP), Bruno Dias (PCO) e Marcus Sodré (PSTU) – vai acabar se concentrando mesmo nos quatro cujo partido tem representação no Congresso, pois segundo a legislação, só eles têm a obrigação de serem convidados para os debates nos veículos de comunicação.
Os demais, que nem tempo de Rádio e TV terão, vão ter que usar muito as redes sociais para serem percebidos pelo eleitor catarinense, mas curiosamente serão esses candidatos que podem fazer com que haja o segundo turno aqui no Estado.
Se um deles der uma despontada e conseguir chegar a mais de dois ou três porcento dos votos, pode fazer com que o governador não tenha mais votos que todos os demais juntos e aí a eleição começa a tomar um novo rumo.
E O SEGUNDO TURNO?
Todos os políticos dizem que o segundo turno é uma outra eleição e se ela realmente acontecer em Santa Catarina, tudo indica que Jorginho e João Rodrigues serão os postulantes à Casa D´Agronômica.
E aí é que a eleição catarinense fica engraçada, pois quem pode decidir quem vai vencer é à esquerda, que em 2022 estava no segundo turno, mas lá já era uma eleição com favas contadas.
Se essa esquerda ficar passiva e não votar em nenhum ou anular o voto, o atual governador sai em vantagem, mas se a esquerda tomar o partido de João Rodrigues, o segundo turno começa a ficar interessante e sem muita previsão de quem pode levar.
Então, agosto deverá seguir nesse marasmo, a não ser que o PL invente mais uma briga interna para gerar assunto para a imprensa, mas será em setembro que tudo deve mudar e aí o eleitor tem que ficar atento, pois muita coisa que hoje não se sabe, pode vir à tona e fazer toda a diferença nessa eleição.





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