João Rodrigues pode ir à justiça para tirar do ar a enquete feita pelo candidato do PRD

Padre Kelmon de Santa Catarina, Assessor do Jorginho, Leão de chacra, advogado do governador e papagaio do Jorginho são alguns apelidos dado por João Rodrigues (PSD) a Ralf Zimmer (PRD), principalmente nos dois primeiros debates de 2026.

Essa é a segunda vez que o candidato do PRD disputa o mesmo cargo e em 2022 ele usou a mesma estratégia contra o ex-governador Carlos Moisés da Silva (Republicanos), quando o então senador Jorginho Mello (PL) também era candidato.

Naquela eleição, Ralf já tinha sido acusado de “ajudar” Jorginho Mello a vencer a eleição, mas nada de concreto foi provado.

Agora, em 2026, ele segue com a estratégia do ataque, mas agora o alvo é o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, que coincidentemente é o maior adversário do governador Jorginho Mello.

Ralf tem usado pessoas próximas de João, como a sua esposa Fabiana e político e partidos que o apoiam, para tentar desestabilizar o candidato do PSD, mas nesta semana a coisa parece estar ficando mais séria do que antes, que era visto apenas como uma atitude folclórica de Ralf.

Zimmer sempre disse que falava diariamente com João Rodrigues através do whatsapp, mas na terça-feira, 11, o próprio candidato do PRD disse que foi bloqueado pelo ex-prefeito e que ele inclusive pode processá-lo judicialmente porque Ralf abriu uma enquete para perguntar se o apelido de João Rodrigues era “office boy do Kassab”, se referindo ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que também é candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD).

Zimmer usou os dois primeiros debates entre os candidatos a governador de Santa Catarina, onde o governador Jorginho Mello não compareceu, para, na maior parte do tempo, atacar João Rodrigues, mostrando claramente que considera o ex-prefeito de Chapecó o seu maior adversário.

Mesmo se declarando um candidato de direita, não fez nenhum ataque contra o candidato do PSB, Gelson Merísio. Na pré-campanha, Ralf fez alguns vídeos criticando o candidato Marcelo Brigadeiro (Missão) por ele ser carioca, mas nos debates também decidiu não entrar em confronto contra o ex-lutador de MMA.

A assessoria do governador Jorginho Mello já informou que ele irá participar somente do segundo debate promovido pela NDTV, do debate do SCC SBT, do debate da NSC e de um debate promovido por emissoras de rádio associadas a Acaert.

Até lá, Ralf Zimmer deve mesmo aproveitar a ausência do candidato do PL para chamar a atenção para si e, quem sabe, angariar alguns votos a mais nessa suposta rivalidade com o candidato a governador do PSD, João Rodrigues.

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