Na última quinta-feira, 13, a Defesa Civil de Santa Catarina fez uma projeção que o Rio Itajaí-Açu poderia chegar no sábado, 15, entre 8,5 e 9,5 metros na cidade de Rio do Sul.
Só que o volume de chuvas fez o rio Itajaí-Açu atingir o nível máximo de 5,21 metros, ficando bem abaixo do quem foi anunciado. Diante da previsão da Defesa Civil do Estado, os veículos de comunicação locais alertaram a população para o risco eminente de enchente.
Em Rio do Sul, o nível previsto significa uma enchente de grandes proporções, atingindo não só as áreas mais baixas, mas também bairros como Jardim América, Santana e parte do Centro da cidade.
Criou-se em Rio do Sul um clima de apreensão e muitos moradores pensaram até em retirar os móveis de comércios e residências.
Terminado o fim de semana, onde o nível do rio ficou muito abaixo do que foi previsto, autoridades e os veículos de comunicação locais consideram necessário esclarecer “quais dados, modelos e condições levaram à projeção inicial”.
Todos entendem que os alertas meteorológicos e hidrológicos são fundamentais para a prevenção e podem mudar conforme novas informações são incorporadas, mas uma previsão dessa magnitude interfere na decisão a ser tomada por todos.
Os moradores querem agora que o Estado explique o que aconteceu nesse fim de semana, pois muitos já admitem que perderam a confiança nas futuras previsões.
Na quinta-feira, o rio estava com cerca de quatro metros acima do seu nível normal, muito distante do cenário alarmante que havia sido desenhado.
Jornalistas disseram em seus programas que “não dá para tratar isso simplesmente como margem de erro”.
Segundo eles, há muitas perguntas sem respostas. O que levou à previsão de 8,5 a 9,5 metros? Quais modelos foram usados? Houve mudança nas condições ao longo do período? Algum dado estava superestimado? Por que uma projeção tão elevada foi comunicada naquele momento?
A última grande enchente registrada em Rio do Sul aconteceu em maio de 2024, quando o nível do Rio Itajaí-Açu atingiu a marca de 8,97 metros, forçando a abertura de abrigos públicos e a saída imediata de moradores de áreas ribeirinhas.
No entanto, o evento recente mais devastador e marcante aconteceu poucos meses antes, em novembro de 2023, quando o município enfrentou a segunda maior enchente de sua história, alcançando o nível recorde de 13,04 metros e deixando cerca de 50% da área urbana submersa.
Veja a previsão da Defeca Civil de SC:






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