A morosidade da Justiça deu para o vereador Almir Vieira (PP) a possibilidade de reassumir o mandato na Câmara de Vereadores de Blumenau. Ele foi afastado da função no início de fevereiro deste ano e agora em agosto terminou o prazo de seis meses dado pelo Judiciário.
Então, na sessão da Câmara na manhã desta terça-feira, 18, Almir estará presente como vereador e vai poder realizar todas as funções que o cargo lhe compete, mesmo que alguns de seus pares ainda tentem cassá-lo em definitivo.
A comissão processante, que tem os vereadores Egídio Beckhauser como presidente, Jean Volpato como relator e Bruno Cunha como membro, está em estado de espera para continuar os trabalhos.
Ela foi surpreendida com uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que suspendeu o julgamento atendendo a um pedido da defesa de Almir, que questiona a legitimidade do autor da denúncia, o ex-promotor de Justiça Odair Tramontin (Novo). O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não deu um parecer sobre o caso.
A sessão deve ser tensa, já que a maioria dos parlamentares de Blumenau são favoráveis pela cassação do vereador do PP. Com o retorno de Almir, quem deixou o parlamento foi o suplente João Vale (PP). Rodrigo Marchetti (PP) permanece na Câmara na vaga de Marcelo Lanzarin (PP), que está como secretário de Saúde do município.
O CASO ALMIR
O vereador Almir Vieira (PP) está sendo investigado pelos supostos crimes de peculato (rachadinha), corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. O Gaeco esteve no gabinete de Almir e também na rua residência no dia 3 de fevereiro.
Ele chegou a ser preso porque foi encontrado na sua casa uma grande soma de dinheiro, mas o vereador pagou fiança e pode acompanhar o processo em liberdade.
Segundo o delegado André Gustavo Marafiga, que é o responsável pela ação, o inquérito da Operação Happy Nation ainda está andando e mais provas devem ser anexadas ao relatório final.
Muitos materiais foram encaminhados para a perícia para, posteriormente, serem analisados pela Polícia Civil. Depois desta fase, o Gaeco pode realizar novas diligências para investigar outras informações. O processo é sigiloso e, caso aconteça outros indiciamentos, serão anexados ao relatório final que ainda está em fase de conclusão.





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