Candidatos ao Senado do PL erram na estratégia inicial de campanha

A eleição para o Senado em Santa Catarina será tão disputada quanto a vaga para o Governo do Estado. Na eleição de 2026, serão 13 candidatos que querem representar o Estado pelos próximos oito anos.

A campanha começou oficialmente no domingo, 16, e já se pode ver um pouco da estratégia de cada candidato para a disputa.

O carioca Carlos Bolsonaro (PL) mostra que, nesse primeiro momento, a sua atenção não está em Santa Catarina, mas sim na eleição do seu irmão Flávio Bolsonaro (PL) a presidência da República.

Ele não participou dos dois primeiros debates, em Criciúma e em Florianópolis, e nesta semana esteve no interior de São Paulo participando de comícios do PL nacional. Na terça-feira a noite, ele fez uma postagem do Rio de Janeiro dizendo que estava no “melhor lugar do mundo”.

Caroline de Toni (PL) também lançou a sua candidatura ao Senado no último domingo e participou de algumas reuniões pelo Estado. Só que ela está se colocando em segundo plano, dizendo em discursos e até num dos jingles de campanha que “quem vota em Carlos, vota em Carol”.

Essa é uma eleição casada, onde vai se eleger dois candidatos, mas se Carol continuar com essa estratégia e, por exemplo, Esperidião Amin (PP) conseguir se manter em primeiro ou em segundo nas pesquisas, é muito provável que Carlos Bolsonaro vai priorizar a sua candidatura para não ficar sem uma das vagas e pode deixar de lado Caroline de Toni.

Se Caroline de Toni realmente se colocar na submissão da família Bolsonaro, se preocupando mais em trabalhar para Carlos do que para a sua candidatura, não há dúvida que o próprio PL vai apostar todas as suas fichas na reta final da campanha no filho 2 de Jair Bolsonaro.

Carol de Toni é um forte nome catarinense, é uma candidata muito identificada com o Estado e com muitos apoiadores em várias cidades, mas se ela não se priorizar, esses apoiadores podem pensar que a estratégia bolsonarista se sobrepõe aos interesses de Santa Catarina no Senado Federal. 

Amin já mostrou que o seu principal adversário será mesmo Carlos Bolsonaro, pois se coloca como um “catarinense raiz”. Seu slogan de campanha diz que ele é “De Santa Catarina, Por Santa Catarina, Para Santa Catarina”.

É muito provável que as duas vagas ao Senado por Santa Catarina fiquem mesmo com a extrema direita, mas hoje a extrema direita tem três nomes e um deles vai sobrar.

Então, quem tiver a melhor estratégia e souber valorizar aquilo que construiu ao longo dos anos, vai se eleger e representar o Estado no Senado Federal. Quem cometer o erro de querer priorizar a dupla, pode não se eleger e ver a vaga cair no colo do adversário.

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