Parte do Novo de Indaial pede a expulsão de vereador por apoio a Flávio Bolsonaro

Os bastidores do partido Novo de Indaial, no Vale do Itajaí, esquentaram por uma situação que perdura desde o início de julho deste ano.

É que o vereador da cidade, Lúcio Vanderlinde (Novo), que é candidato a deputado federal, declarou voto para o candidato a presidente do PL, Flávio Bolsonaro, e rejeitou o candidato a presidente do seu partido, Romeo Zema.

Com isso, uma ala do partido já defende a possibilidade de fazer um pedido de expulsão de Vanderlinde sob o argumento de infidelidade partidária.

O problema é que o vereador de Indaial, que já tinha dito que “não ficaria em cima do muro”, comunicou a sua posição para a executiva estadual do partido Novo e recebeu uma permissão para continuar apoiando Flávio Bolsonaro. “O Partido Novo é um dos melhores partidos que a política brasileira possui. Mas, com autorização do Novo, farei campanha para Flávio Bolsonaro”, disse Lúcio Vanderlinde.

O Novo de Santa Catarina confirmou o que disse o vereador de Indaial num comunicado que foi inclusive assinado pelo presidente do Diretório Estadual catarinense, Kahlil Elias Assib Zattar. De acordo com o Novo de Santa Catarina, o Diretório Nacional autorizou os diretórios estaduais a analisarem casos específicos e concederem autorização para atos de campanha em favor de candidatos à Presidência de outros partidos.

O documento, emitido no dia 18 de agosto desate ano, citou especificamente o caso do candidato a deputado federal Lúcio Vanderlinde e diz que o vereador está autorizado a realizar atos de campanha em favor de Flávio Bolsonaro, com base no artigo 9º, §1º, da Resolução Interna nº 72/2026.

Mas a resolução citada pelo partido Novo de Santa Catarina estabelece como regra geral a proibição de campanha para candidato de outro partido quando houver candidato do Novo concorrendo ao mesmo cargo, mas também prevê exceções mediante autorização.

O problema com as candidaturas de Romeo Zema e Flávio Bolsonaro começou quando Zema criticou Flávio pelo envolvimento dele com o banqueiro Daniel Vorcaro. Isso gerou no Novo de Santa Catarina uma saia justa, já que o partido está coligado com o PL de Jorginho Mello e alguns parlamentares bolsonaristas exigiram que o governador desfizesse a coligação com o Novo se as acusações de Zema continuassem.

Então, o Novo catarinense teve que ficar do lado de Flávio para não perder a vaga de vice na chapa de reeleição do governador, inclusive desconvidando Romeo Zema do 7º Encontro Estadual que aconteceu no dia 4 de julho, em Joinville.

A atitude gerou um racha no Novo do Estado e muitos diretórios municipais também não compareceram no encontro e pediram até a destituição do presidente estadual Kahlil Zattar.

Agora o problema ainda segue sem solução dentro do Novo e isso pode até respingar na candidatura do governador Jorginho Mello, pois muitos filiados dizem que não querem votar no PL aqui no Estado e nem no vice de Jorginho, o ex-prefeito Adriano Silva, que preferiu ficar neutro nessa discussão e não defendeu a posição de Romeo Zema nessa divisão.

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