É um fato que a eleição geral deste ano ainda não entrou no radar do catarinense e que o descontentamento com a classe política faz com que o eleitor prefira manter o que já tem do que se arriscar na novidade.
A NSC divulgou nesta segunda-feira, 24, uma pesquisa feita pelo Instituto Quaest com 804 eleitores entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e com um nível de confiança de 95% (SC-00517/2026 / BR-07160/2026).
O cenário da pesquisa mostra que governador Jorginho Mello (PL) mantém uma ampla vantagem sobre seus concorrentes e dificilmente alguém vai conseguir levar a eleição para o segundo turno.
Na estimulada, onde o eleitor recebe uma lista para dizer em quem pretende votar, Jorginho Mello (PL) recebeu 50% dos votos; João Rodrigues (PSD) 17%; Gelson Merísio (PSB) 4%; Marcus Sodré (PSTU) 2%; Marcelo Brigadeiro (Missão), Laís Chaud (UB) e Bruno Pedreiro (PCO) tiveram 1% e Ralf Zimmer (PRD) não teve nenhum voto. Indecisos são 16% e branco/nulo/não vai votar são 8%.
Se levarmos apenas em consideração os votos válidos, Jorginho Mello chega a 65% dos votos, o que dá a ele a consolidação de reeleição, até porque a aprovação do seu governo chega a 70% e apenas 19% desaprovam.
JOÃO RODRIGUES
O ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), parece não ter fôlego para forçar um segundo turno e os demais candidatos também não o ajudam diminuir a diferença para o governador. Se João realmente quiser mudar esse cenário, terá que ter na manga um trunfo muito bom para apresentar no mês de setembro, que é o mês decisivo dessa eleição.
Obviamente que ainda teremos os programas de rádio e TV, mas mesmo percorrendo o Estado, João Rodrigues tem concentrado suas falas mais em criticar a atual administração estadual, que não deixa de ser um grande erro por conta da aprovação do governo de Jorginho, do que realmente tentar convencer o eleitor que ele pode fazer melhor do que o atual governador.
GELSON MERÍSIO
Já o candidato Gelson Merísio (PSB) parece que não tá conseguindo nem convencer o eleito da esquerda catarinense, pois aqui no Estado o presidente Lula aparece com 20% das intenções de voto e Merísio só conseguiu 4% dos entrevistados.
Isso mostra que ele tem campo para crescer, mas também mostra que ele não tá empolgando o militante dos partidos aliados. Muito pode ser porque, por ter feito a maior parte da carreira na extrema direita e porque o próprio PSB também já foi um partido comandado pela família Bosnhausen, isso ainda fica na lembrança do eleitor de Lula e, portanto, não associa Merísio com as propostas da esquerda.
Mesmo que cresça, dificilmente chegará nos 10% da intenção de voto, o que é metade do que o presidente Lula já conseguiu em Santa Catarina.
Veja os números da pesquisa NSC/Quaest:
Jorginho Mello (PL) – 50%
João Rodrigues (PSD) – 17%
Gelson Merísio (PSB) – 4%
Professor Marcus Sodré (PSTU) – 2%
Marcelo Brigadeiro (Missão) – 1%
Bruno Pedreiro do PCO (PCO) – 1%
Lais Chaud (UP) – 1%
Ralf Zimmer (PRD) – 0%
Indecisos – 16%
Branco/nulo/não vai votar – 8%
Possível 2º turno:
Jorginho Mello (PL) – 56%
João Rodrigues (PSD) – 24%
Indecisos – 12%
Branco/nulo/não vai votar – 8%





Adicionar comentário