Políticos terão dificuldade para aparecerem para um grande grupo nas redes sociais

Desde o último dia 16 a eleição de 2026 começou oficialmente e os donos de contas nas redes sociais perceberam que os políticos começaram a aparecer com mais frequência nos seus feeds.

Só que desde sexta-feira, 21, a Meta, que é dona do Instagram e do Facebook, e o “X” (antigo Twitter) não vão mais exibir para o internauta contas e conteúdos de acordo com critérios da própria plataforma.

Tudo porque, em fevereiro 2024, o TSE aprovou a Resolução Nº 23.732 que proíbe a recomendação dos perfis dos candidatos durante o período da campanha eleitoral, com exceção das recomendações por impulsionamento pago.

Então você só vai ver a propaganda de políticos que você já segue ou daqueles que fizerem os impulsionamentos pagos.

Antes do domingo, quando a regra entrou em vigor, o “X”, de Elon Musk, que é um aliado de Donald Trump, comunicou aos usuários sobre a mudança.

Essa postagem do “X” foi republicada pela subsecretária de diplomacia pública do Departamento de Estado dos EUA, Sarah B. Rogers, que chamou a medida de “censura imposta pelo Brasil”. O TSE afirma que as regras previstas são destinadas à “prevenção e mitigação de riscos à integridade do processo eleitoral”.

 Especialistas em tecnologia, eleições e direito eleitoral dizem que a acusação feita por Sarah Rogers é “infundada”, pois a Resolução não veta a publicação dos candidatos e apenas proíbe a recomendação algorítmica.

A advogada Gabriela Schelp, especialista em Direito Eleitoral, deu uma entrevista para a Rádio Cidade em Dia, de Criciúma, e falou que todos os perfis de políticos foram retirados das preferências das plataformas porque eles têm que pagar.

Segundo ela, se os candidatos quiserem ter um maior alcance, eles terão que usar o tráfego pago e o impulsionamento. A advogada falou que essas são metodologias que são registradas nas prestações de contas.

Gabriela comentou que, com a mudanças, muitos candidatos vão perder relevância nas redes sociais e que o que vai funcionar mesmo na eleição é a estratégia de tráfego pago feitas por empresas que sabem fazer o engajamento e o impulsionamento.

Para aqueles que forem fazer por conta própria, terão que ter cuidado com o que vai ser postado, pois a legislação ter regras do que pode e não pode ser colocado, caso contrário a rede social do político pode ser tirado do ar até o fim da eleição.

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