A NSC divulgou na noite de segunda-feira, 24, a pesquisa Quaest com a intenção de voto para o Senado em Santa Catarina.
Foram entrevistados 804 eleitores com mais de 16 anos entre os dias 20 e 23 de agosto deste ano. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos e com um nível de confiança de 95% (Registro no TRE: SC-00517/2026 e TSE: BR-07160/2026).
Na amostragem dos números da estimulada, onde o eleitor tem uma lista de nomes para escolher, o senador Esperidião Amin (PP) teve 19% das intenções de voto, seguido por Carlos Bolsonaro (PL) com 16%, Caroline de Toni (PL) com 12%, Décio Lima (PT) com 9% e Antídio Lunelli (MDB) com 2%. Os demais candidatos tiveram apenas 1% dos votos e Marcos Dorval (PSTU) ficou com 0%. Indecisos foram 23% e branco/nulo/não vai votar ficou com 11%.
Amin também foi o mais escolhido como o primeiro voto (23%) e como o segundo voto (15%). Carlos Bolsonaro teve como o primeiro voto 21% e como o segundo voto 12%. Já Carol de Toni ficou com 12% sendo o primeiro voto e também 12% sendo o segundo voto.
ESPERIDIÃO AMIN (PP):
Essa é a primeira pesquisa feita depois do início oficial da campanha eleitoral de 2026 e os números mostraram que a estratégia de Amin foi acertada, se mostrando como um conhecedor de Santa Catarina e afirmando ser um catarinense raiz, atacando o ponto fraco de Carlos Bolsonaro, que é natural do Rio de Janeiro e veio para Santa Catarina apenas para se candidatar.
O voto de Esperidião parece consolidado, mas é preciso ter cuidado porque a diferença entre os quatro candidatos é pequena e Santa Catarina tem visto nas últimas eleições, quando há duas vagas em disputa, que um retardatário sempre acaba despontando e ficando com uma das vagas.
CAROLINE DE TONI (PL):
Como já tinha escrito anteriormente, a estratégia de Caroline de Toni (PL) de se colocar como escada para Carlos Bolsonaro (PL) poderia complicar a sua candidatura. Naquele momento, ela era a segunda colocada muito próximo do mais escolhido e com grandes chances de ser a mais votada de 2026.
Mas com o lançamento oficial da sua campanha, onde ela mesma discursou dizendo que “quem vota em Carlos, vota em Carol”, acabou soando que eleger Carlos é a prioridade do PL e que a eleição de De Toni servirá apenas de mola propulsora para que ele represente Santa Catarina no Senado.
Já se previa que, com essa fala e com a estratégia equivocada, ele poderia se complicar e deixar a militância desconfortável a ponto de perder apoio dos próprios filiados do PL e até de políticos que confirmaram apoio a sua candidatura.
O problema de Carol agora é que o maior adversário dela é justamente Carlos Bolsonaro e se continuar servindo de apoio para o filho 2 de Jair Bolsonaro, pode até perder a terceira posição para Décio Lima (PL), que está apenas três pontos trás dela, que é justamente a margem de erro da pesquisa.
Então, vamos ver como a deputada federal vai agir depois dessa amostragem, ficando obrigada a fazer algo diferente para não ficar sem mandato a partir de 2027.
Veja os números da pesquisa Quaest/NSC:






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