Partidos políticos deixam os candidatos a deputado estadual à míngua

Os 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) receberam em 2026 R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para as eleições deste ano. O TSE divulgou em junho os valores do Fundo Especial de Financiamento de Campanha destinados a cada partido político. 

O Fundo Eleitoral vem de recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas eleitorais, já que empresas são proibidas de doar. A distribuição entre os partidos considera a representatividade de cada um no Congresso Nacional e isso faz que os partidos com bancadas maiores, acabam recebendo mais recursos deste Fundo.

O Partido Liberal (PL) é a sigla que mais recebeu, com um valor de R$ 881 milhões. Em seguida, aparecem o PT, com R$ 615 milhões, e o União Brasil com R$ 526 milhões. Juntas, as três legendas concentram quase 40% do montante distribuído pelo Fundo Eleitoral.

O problema maior é que os candidatos a deputado estadual de todos os Estados acabaram sendo preteridos, já que os partidos privilegiaram os candidatos a presidente, governador e principalmente senador e deputado federal.

Tudo porque são justamente os senadores e deputados federais é que ditam a distribuição de recursos para as próximas eleições. Se os partidos não atingirem a Cláusula de Barreira no Congresso, não tem Fundo Partidário, Fundo Eleitoral e nem tempo de rádio e TV.

O Fundo Partidário é o dinheiro repassado para manter os partidos funcionando, mesmo fora do período de eleição e o Fundo Eleitoral é a verba usada para financiar as candidaturas nas eleições.

Como o cargo de deputado estadual só serve para ajudar ou fazer oposição aos governadores dentro das Assembleias, os partidos políticos definiram que senadores e deputados federais com mais chance de eleição vão receber mais recursos.

Esses cargos também têm garantido por lei o repasse de até 2% de toda a receita líquida do Governo Federal. Então, senadores e deputados federais tem garantido todos os anos um dinheiro público que podem destinarem para onde bem entenderem.

Obviamente que os presidentes nacionais dos partidos participam da decisão de onde esses recursos serão aplicados e isso dá um poder muito grande para quem tem essa decisão nas mãos.

PL – R$ 881 milhões

PT – R$ 615 milhões

União Brasil – R$ 526 milhões

PSD – R$ 421 milhões

PP – R$ 417 milhões

MDB – R$ 400 milhões

Republicanos – R$ 348 milhões

Podemos – R$ 246 milhões

PDT – R$ 169 milhões

PSB – R$ 152 milhões

PSDB – R$ 147 milhões

Psol – R$ 131 milhões

Solidariedade – R$ 88 milhões

Avante – R$ 72 milhões

PRD – R$ 71 milhões

PCdoB – R$ 60 milhões

Cidadania – R$ 60 milhões

PV – R$ 45 milhões

Rede – R$ 35 milhões

Novo – R$ 37 milhões

Unidade Popular – R$ 3,3 milhões

PSTU – R$ 3,3 milhões

PRTB – R$ 3,3 milhões

PCO – R$ 3,3 milhões

PCB – R$ 3,3 milhões

Mobiliza – R$ 3,3 milhões

Missão – R$ 3,3 milhões

Democrata – R$ 3,3 milhões

DC – R$ 3,3 milhões

Agir – R$ 3,3 milhões

TOTAL – R$ 4,9 bilhões

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