A campanha eleitoral no Brasil começou oficialmente no dia 16 e todos colocaram o bloco na rua na caça ao eleitor. Nessa fase inicial, fica claro que a polarização ainda toma conta da disputa, mas já se vê movimentações que podem surpreender até o dia 4 de outubro.
Especialistas em pesquisa dizem que cerca de 25% do eleitorado já está com Lula (PT), outros 25% do eleitorado está com Flávio Bolsonaro (PL) e o 50% restante se divide entre os outros 11 candidatos e principalmente no eleitor indeciso que ainda está em compasso de espera.
Outro dado importante é que 75% das pessoas que votam em Lula e em Flávio Bolsonaro não mudam mais de voto, mas há aí 25% dos lulistas e 255 dos bolsonaristas que ainda não estão convictos do voto e podem migrar para uma terceira via.
Vários políticos experientes, como Gilberto Kassab (PSD), já afirmaram que se uma terceira via conseguir atingir o patamar de 10% da intenção de voto, já começa a mudar a percepção do eleitor, que vai considerá-lo como uma possibilidade de mudar o voto ou de sair do grupo de indecisos e firmar seu voto num candidato fora da polarização.
Depois do primeiro debate, que aconteceu na Rede Bandeirantes, e da sabatina da Rede Globo com os principais candidatos, vimos que Renan Santos (Missão) ganhou um bom número de seguidores e que o candidato da moda desta semana passou a ser Augusto Cury (Avante).
Analistas políticos dizem que Renan mira mesmo na eleição de 2030, quando provavelmente não teremos mais o lulismo e o bolsonarismo, mas que vai precisar de um bom desempenho em 2026 para ser lembrado lá na frente.
Quem corre mais risco de perder eleitores é Flávio Bolsonaro, pois a direita tem mais candidatos e, neste momento, os direitistas não se sentem confortáveis em votar nele por conta das notícias que envolveram Daniel Vorcaro.
Mas quem achava que só Flávio corria o risco de perder voto, se enganou. O eleitor que é de esquerda ou de centro-esquerda, mas que não é lulista, já tem olhado para Augusto Cury com bons olhos.
O horário eleitoral gratuito começou na última sexta-feira, mas a maioria dos candidatos à presidência da República não tem tempo de TV e terão que apostar nas campanhas em redes sociais para seduzir o eleitor.
E quem tem se dado melhor nesse campo é novamente Renan Santos, que tem um eleitorado mais jovem que já está familiarizado com esse tipo de campanha.
Lula, Flávio e Caiado deve apostar mesmo na campanha tradicional no rádio e na TV, mas a internet, assim como já acontece desde 2018, tem o poder de mudar mais rápido a intenção do eleitor que ainda não tem um candidato fixo.
Enfim, a campanha tá no seu início e ainda não esquentou, mas o mês de setembro promete porque parece ser muito difícil que não tenhamos o segundo turno na disputa nacional.
Hoje, teríamos a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas não vamos nos espantar se algum intruso apareça do nada e tome o lugar de um dos dois, pois eleição dá sinais e se esses sinais se transformarem numa onda, ninguém mais segura.
Então, vamos ficar atentos porque a polarização está forte, mas o eleitor que almeja uma terceira via tem seu desejo reprimido só porque ainda não encontrou um candidato que o represente.





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