A vida dos candidatos em Santa Catarina não está muito fácil, pois além de dividir a atenção do eleitor com o El Niño e com as últimas chuvas de granizo, tem agora que esperar passar os últimos acontecimentos nacionais que tomaram conta das manchetes do noticiário.
Os políticos, durante a eleição, já não são mais sugeridos nas redes sociais e a suspensão e a nova liberação da candidatura de Renan Santos (Missão) e o vazamentos de conversas do ministro do STF, Alexandre de Moraes, com o banqueiro Daniel Vorcaro acabam dominando os feeds e stories das contas dos eleitores.
Na terça-feira, 1, a chuva até deu uma trégua para que os políticos possam tentar fazer um corpo a corpo com o catarinense, mas a eleição aqui no Estado parece que ainda não despertou a vontade do eleitor em saber em quem vão votar no dia 4 de outubro.
A promessa é que setembro deve ser o mês mais quente dessa eleição, mas até agora as coisas andam um pouco morna e vivendo de sopros de atenção no horário eleitoral gratuito.
Mas até ele não tem recebido grande audiência, pois o uso dos streamings de vídeo e de música também tem servido de refúgio para aqueles mais desligados com a eleição.
Enfim, com uma eleição cada vez mais digital, o contato com o eleitor tem ficado mais restrito e com a regulação da internet durante a eleição, os candidatos não têm encontrado muita saída para apresentarem as suas propostas.
A pesquisa Datatempo divulgada nesta semana mostra que 73% dos eleitores brasileiros ainda não sabem em quem vão votar para deputado estadual e federal.
Uma outra pesquisa feita pela CNT/MDA mostrou que apenas 12,1% já tinham escolhido o candidato a deputado federal e senador.
E essa indefinição está em todo o país. Em Minas Gerais, 73,3% não sabem citar espontaneamente um candidato a deputado estadual e 68,9% não lembram de um nome para deputado federal.
No Amazonas, 86% dos eleitores não souberam e não responderam em quem vão votar para deputado federal. No Piauí, 62,27% não opinaram sobre o voto para deputado estadual. Já no Acre, esse número chega a 61,3% na escolha de um deputado federal.
É fato que, principalmente para os cargos proporcionais, o eleitor vai pensar neles somente lá pela penúltima ou última semana da eleição, mas mesmo os candidatos a governador e senador tem tido uma certa dificuldade para convencer ou se apresentar para o eleitorado brasileiro.
Se isso é bom ou ruim só o tempo é que vai dizer, mas especialistas em eleição entendem que essa letargia é uma oportunidade porque a eleição continua aberta, mas que o candidato precisa estar preparado para quando o eleitor decidir escolher em quem vai votar.





Adicionar comentário