Candidato ao senado do PRD defende Carol de Toni e chama Carlos Bolsonaro de frouxo

Na manhã de terça-feira, 8, o candidato ao Senado do PRD, Jeferson da Rocha, deu uma entrevista para a Rádio Jovem Pan News Florianópolis e soltou o verbo contra Carlos Bolsonaro (PL) e contra o senador Jorge Seif (PL), mas defendeu Caroline de Toni (PL), que concorre ao mesmo cargo dele em 2026.

Segundo Rocha, a direita cometeu um “erro estratégico monstruoso” em colocar Carlos Bolsonaro como candidato a senador em Santa Catarina. Para ele, o filho 2 de Jair Bolsonaro abandonou o Rio de Janeiro, pois lá as pesquisas dizem que o carioca deve eleger Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos) para o Senado.

“O Carlos, fosse um camarada com esse objetivo e não com objetivo pessoal, ele teria ficado no seu Estado do Rio de Janeiro, que vai pra 20 e tantos anos como vereador, e disputado uma vaga lá… ele deixou o seu Estado, a sua terra natal, abandonou o Rio de Janeiro pra vir para Santa Catarina se valendo única e exclusivamente do nome do pai”, salientou.

Jeferson também critica a postura de Carlos Bolsonaro em não comparecer aos programas de rádio e TV para apresentar suas propostas. “O camarada que não vai em uma sabatina, não foi a nenhum debate, eu não sei o que esse camarada penas, eu não sei o que ele tem pra mostrar para os nossos concidadãos catarinenses, o que fez no Rio de Janeiro e o que fará no Senado da República… se você for pegar a vida pregressa dele, talvez o projeto de lei, o mais falado que o senhor Carlos tenha assinado até como coautor, é o que prevê aposentadoria ou salário vitalício pra vereador. É isso que ele vai fazer enquanto senador no Estado de Santa Catarina?”.

O candidato do PRD quis saber o que Carlos fez por Santa Catarina, “quantos empregos ele gerou, o que esse camarada fez pelo nosso Estado?”.

Se eleito, Jeferson Rocha disse que vai propor mudar a lei do domicílio eleitoral, que hoje exige que o candidato esteja morando no Estado seis meses antes da eleição. Ele quer mudar essa regra para, no mínimo, cinco anos residindo no local onde pretende ser candidato.

“Se tem coragem, vem aqui, venha ser sabatinado, vá aos debates. Pelo amor de Deus, frouxo assim a gente não quer aqui. Seja homem rapaz e vá aos debates cara a cara com os outros candidatos que estão aqui prestando contas, falando com os catarinenses e não se furtando a essa responsabilidade”, falando diretamente para Carlos Bolsonaro.

Sobre a candidatura da deputada federal Caroline de Toni (PL) para o Senado, Jeferson, que declarou voto para a candidata do PL porque o PRD só tem um candidato ao Senado, disse que a dobradinha com Carlos Bolsonaro prejudica muito a deputada.

Ele lembrou do fato onde se encontrou um material de campanha de um apoiador do deputado estadual Camilo Martins (PL), que fez um “santinho” com Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin para o Senado, deixando Carol de fora da “colinha”.

“O Carlos veio aqui para ocupar o espaço da Carol e a Carol nós não podemos perder”, finalizou.

Jeferson Rocha diz que fez um “mea culpa” por ter pedido voto para o senador Jorge Seif (PL) na eleição de 2022. Segundo ele, “nós não podemos perder essa chance, pra cometer o mesmo erro que eu cometi, e agora aqui eu dou a minha cara a tapa. Eu, na eleição passada há 4 anos, pedi voto para o senhor Jorge Seif e estou extremamente arrependido”.

Segundo ele, Seif é “um senador medíocre, senador fraco, covarde”. Rocha lembrou que, na sabatina de Cristiano Zanin para a aprovação do seu nome ao STF, Seif teria sido “frouxo”.

“Chega de carioca, fossem tão bons, aquele Estado da Guanabara seria um Estado de primeiro mundo e hoje é um Estado ressalvado… o Estado que mais envergonha o Brasil é o Rio de Janeiro. Querem fazer alguma coisa, façam na casa de vocês antes de vir pra cá querer ditar alguma regra”, afirmou.

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