Ex-aliado de Lula disse que Bolsonaro foi preso porque ele poderia ganhar a eleição de 2026

O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, sempre se apresentou como um dos representantes da “extrema esquerda” no Brasil. O grupo dele foi expulso do PT em 1990 por discordar das alianças da legenda com partidos do chamado Centrão.

Rui, que já foi candidato à presidência da República por três vezes, é um crítico de Lula, do PT e do Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente, segundo ele, pela perseguição política que a instituição vem promovendo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os manifestantes do dia 8 de janeiro.

O PCO, que se define como uma legenda comunista, não recebe fundo partidário e, na última eleição, teve suas redes sociais bloqueadas por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

No dia 5 de setembro deste ano, em Belo Horizonte (MG), numa entrevista coletiva transmitida para todo o Brasil pela Causaa Operária TV (COTV), Rui voltou a fazer duras críticas à atuação do STF no cenário político brasileiro após as eleições de 2022.

Na coletiva, ele afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria sido alvo de uma série de medidas que, segundo sua avaliação, acabaram dificultando sua permanência na disputa política e eleitoral.

Para Rui, a prisão de Bolsonaro estaria diretamente relacionada à possibilidade de o ex-presidente voltar a disputar uma eleição presidencial e conquistar novamente a preferência do eleitorado.

“Prenderam Bolsonaro porque ele poderia ganhar as eleições de novo”, afirmou Rui Costa Pimenta, ao apresentar sua interpretação sobre o processo político e judicial envolvendo o ex-presidente.

Pimenta também acusou o STF de ter adotado uma postura que teria contribuído para favorecer o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação do dirigente do PCO, decisões tomadas pelo Judiciário teriam produzido efeitos políticos relevantes no processo que culminou nas eleições de 2022.

A posição de Rui Costa Pimenta ganha repercussão justamente por partir de uma liderança que, em diferentes momentos da trajetória política, manteve proximidade e diálogo com setores ligados à esquerda brasileira e ao próprio Lula.

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